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sábado, 15 de agosto de 2020

Sobre empresas e barcos

Eu gosto da metáfora de que empresas são como barcos numa competição. O objetivo da competição não é exatamente chegar a um lugar específico, mas ser o barco que está à frente na corrida, o barco mais rápido.

E no que isso implica?

Quando você é contratado pela empresa, você entra no barco e passa remar junto com os outros pra tentar fazer o barco navegar mais rápido. No barco, você ganha sua alimentação e seu sustento, mas tem que dedicar boa parte do seu dia e da sua vida remando.

Se o barco começa a ficar pra trás na competição e perde velocidade, a probabilidade de que ele afunde é maior.

Ninguém no barco quer que ele afunde, porque isso significaria ficar sem sustento. Em especial, os chefes e capitães do barco, porque se tiverem que ingressar em outro barco, é possível que tenham que voltar a remar e não apenas dar as ordens para os outros remarem. Além disso, os chefes e capitães são os que ganham a maior parte das bonificações dos integrantes do barco.

Para o que remam, em geral, é melhor ser integrante do barco e ter que remar (pois isso significa que haverá comida e sustento) do que não participar da corrida e ficar sem nada. Por isso, em muitos casos, eles estariam dispostos a aceitar condições em que teriam que remar muitas horas e ganhando pouca comida, face à alternativa de não ter nada. Além disso, quando o barco vai bem, muitos dos que remam sentem orgulho do barco, pois vêem o desempenho do mesmo como reflexo das suas remadas.

Por isso, as pessoas vão querer defender o próprio barco com afinco e seriam capazes de abrir mão de muita coisa pelo barco (mesmo que as condições de quem rema no barco não sejam as melhores). Se o barco afunda, não é o barco que perde. É todo mundo que tá nele. As pessoas se tornam dependentes do barco.

E quais as regras da competição?

Bom, isso varia de lugar pra lugar. Geralmente, as regras para os barcos consideram que deve haver um limite máximo de tempo por dia que os integrantes do barco podem ficar remando e deve haver um limite mínimo de comida e sustento que o integrante de barco deve ganhar.

Se não há essas regras?

Aí depende... Se tiver muito barco e as pessoas puderem escolher com facilidade em quais barcos elas querem entrar, não é tão problemático para as pessoas. No entanto, geralmente, as vagas nos barcos são limitadas e bem disputadas. E se você já não estiver em um barco e não tiver qualificação de chefe ou capitão, as chances de você ficar de fora da corrida são grandes.

Se a dificuldade de conseguir vaga em um barco é grande, você está mais sujeito a aceitar condições piores de remada e vai ter mais medo que o barco afunde.

Se as regras não existem, é bem possível que, na condição em que há poucos barcos, as horas de remadas sejam altas e a alimentação seja parca. Afinal de contas, é uma competição. O barco cujos integrantes remam mais tempo e que dá menos sustento per capita a eles (logo, é capaz ter ter mais gente remando por quantidade de comida) consegue ir mais rápido. Os que ficam pra trás correm risco de afundar. Logo, nesse contexto, haveria um incentivo para manter os integrantes remando mais tempo com menos comida.

E se os integrantes estiverem insatisfeitos com as condições no barco?

Eles podem tentar achar outro barco, se puderem, em busca de condições melhores. Os problemas são que nem sempre é fácil conseguir vagas em barcos e que os diferentes barcos acabam oferecendo condições similares a seus remadores (pois eles estão em uma competição).

Uma nota pra quem é a favor da liberdade: "liberdade de escolha" entre passar fome e ser semi-escravo não é liberdade, visto que muita gente acaba se vendo sem alternativas de buscar condições melhores.

Por isso, é importante sim que a associação de barcos ou o organizador da competição institua as regras. Caso contrário, quase tudo é válido.

Vontando ao mundo real...

Pode-se questionar que a tecnologia tem dado mais produtividade às empresas e que a maior parte do trabalho tem sido automatizada, portanto, não haveria tanto incentivo para a exploração do trabalho das pessoas. No entanto, na metáfora dos bacros, os recursos gastos com a alimentação das pessoas poderia servir também para representar os recursos gastos com a tecnologia. Mais dinheiro que se usa para pagar funcionários das empresas significa menos dinheiro pra investir em tecnologia e produtividade, logo, o incentivo de manter baixo o sustento dado aos remadores permanece.

Sobre a competição...

Por que ela existe? E se não existisse? Deveria haver regras diferentes? Tudo isso há de se questionar, mas não sou eu que vai responder. Estou apenas descrevendo uma competição de barcos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Legos da vida

Quando eu era criança, eu tinha um amigo do qual eu era muito próximo. Passávamos um bom tempo juntos, jogando video-game, brincando com Lego e outras coisas. Um certo dia, tivemos a ideia de juntarmos nossas coleções de Lego para termos mais peças e podermos fazer coisas maiores e mais legais. Fizemos isso sem consultar nossos pais e depois contamos pra eles. Lembro que, à época, minha mãe ficou bem brava e eu não entendia o porquê. Na minha cabeça, seríamos amigos para sempre e poderíamos sempre brincar de Lego juntos. Enfim, eu era apenas uma criança e minha mãe tinha razão no assunto. Meio contrariado, separamos todas as peças. Com certeza fiquei com algumas das peças dele e ele ficou com algumas minhas, nada demais.

Porém, o objetivo deste texto não é a anedota em si. Percebi, depois que comecei a morar com outras pessoas, que a história do Lego é uma paródia para a vida. Atualmente, moro com outras quatro pessoas, cada um com seu jeito, suas ideias e suas coisas. De certa forma, misturamos os Legos das nossas vidas e, agora que estou pensando em sair e voltar a morar sozinho, estou imaginando como vai ser o processo de separação. Porque os Legos não são apenas analogia para coisas materiais, como também para conversas e momentos compartilhados juntos.

Misturamos nossos Legos com de outras pessoas em maior e menor grau durante todas nossas vidas. Acredito que, para um casal que passou anos casado, uma separação, em especial litigiosa, deve ser bastante complicada. Legos que foram misturados, trocados e transformados não voltam mais a ser como antes. Como dizer o que é de quem, sendo que as peças nem são mais as mesmas?

De qualquer forma, o mais importante é tentar sair satisfeito com os Legos que a vida te dá e estar feliz consigo mesmo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Culpabilidade

Finally, my guilt has lifted.

Normalmente, eu posto textos vagos e gerais, mas desta vez eu queria falar de algo mais pessoal.

No meu último namoro, eu estava insatisfeito e tomei a decisão de terminar. Antes, eu me achava um cara forte. Não importava o tamanho da tristeza, eu aguentaria. Terminei, passaram-se alguns dias, e vi que ainda gostava dela.

Comecei a ficar mal. Em alguns momentos, tive vontade de arrancar o coração pela boca. E descobri que não era tão forte assim. Eu também posso sangrar. E muito. Em alguns momentos, achei que não iria suportar.

Ela ficou bem magoada com o término. Não só com o término, mas com a forma que eu a tratei no final e com erros que cometi durante o namoro. E eu entendia o lado dela. Realmente me arrependi de certas coisas e pedi desculpas mil vezes. Me rebaixei, minha auto-imagem foi para o lixo.

Tentei me esforçar ao máximo para conseguir o perdão dela, extinguir as mágoas e seguir em frente, sem culpa. Porém, não estava conseguindo de maneira alguma.

De repente, algo ocorreu. Não vou entrar em detalhes, mas percebi algumas coisas. Por eu ter escolhido terminar e cometido erros no passado, senti que o peso de tudo que ocorreu caía sobre mim. Eu buscava desperadamente o perdão dela, mas não reparei que, no fundo, não era disso que eu precisava. O que eu precisava, mais do que tudo, era me perdoar. Só assim, eu conseguiria ficar com o coração leve e continuar minha vida. E foi isso o que ocorreu.

Muita gente diz que é impossível terminar um namoro bem com a outra pessoa. Das vezes que passei por isso, acho que não fui tão bem sucedido, apesar de tentar e me esforçar. Espero não haver uma outra oportunidade, mas eu ainda quero acreditar que, sim, é possível terminar bem.

É estranho como certas circunstâncias fazem com que fiquemos cegos. A imagem dela, para mim, continuou impecável após o término. Apesar de saber que as coisas não são assim, eu, no meu coração, não conseguia dividir o fardo dos acontecimentos com ela. Fiquei preso, acorrentado a essa ilusão e não conseguia ver o mundo de forma diferente.

As coisas mudaram agora. Ainda sinto uma dorzinha pelo que passou, mas não sinto mais culpa. Aprendi bastante com tudo e espero ter me tornado uma pessoa melhor. Em dado momento, achei que tinha chegado ao meu limite. Porém, é nessas horas que a gente mais cresce.

Aprender a me perdoar, mesmo achando que havia feito o mal, foi uma das coisas mais difíceis que fiz até hoje. Ainda que substituamos uma ilusão por outra, a "verdade" é relativa. Às vezes é uma questão de sobrevivência escolher aquilo no que acreditamos. No final das contas, acaba sendo uma "mentira" boa.

Agora já posso dormir tranquilo.

domingo, 10 de agosto de 2014

Relacionamentos de longa duração

Se eu pudesse me atribuir um título, eu diria que sou o poeta ou escritor do óbvio. De qualquer forma, queria deixar registrado aqui que relacionamentos longos são testes de paciência e complacência/aceitação.

Testes de paciência porque muitas vezes as coisas não são da forma como você gostaria. É engraçado porque a vida em si já deveria ser um teste de paciência. Porém, quando se está na companhia de uma pessoa há algum tempo, certas coisas passam a incomodar.

Testes de aceitação porque aquilo que não se pode mudar, aceita-se. Se não há essa aceitação, o relacionamento não se sustenta de maneira saudável.

Há uma página no Facebook chamada "Humans of New York" na qual o autor posta fotos de pessoas junto com circunstância em que a foto foi tirada ou com alguma passagem de uma conversa tida com a pessoa da foto. Procuro acompanhar a página e algumas histórias me chamam a atenção, como esta:

https://www.facebook.com/humansofnewyork/photos/a.102107073196735.4429.102099916530784/683274078413362/?type=1&permPage=1 

“You change what you can: you stop wearing baggy pants, you quit picking your nose in public, things like that. But when you’re done changing all the things you can change, and you’re left with the things you can’t change, and they still want you to change, then you start to know in your heart that it’s not going to work. The divorce was scary and confusing and emotional, especially because there were kids involved. But in the end, there was a peace. There was finally a truce of sorts.”

"Você muda o que você pode: você pára de usar calças largas, pára de cutucar o nariz em público, coisas como isso. Mas quando você terminou de mudar tudo o que você pode e sobram apenas as coisas que você não consegue mudar e eles ainda querem que você mude, então você começa a saber no seu coração que não vai dar certo. O divórcio foi assustador e confuso e emocional, especialmente porque havia crianças envolvidas. Mas, no fim, houve paz. Houve finalmente uma trégua das partes."

Para finalizar, uma outra história parecida:

https://www.facebook.com/humansofnewyork/photos/a.102107073196735.4429.102099916530784/710702652337171/?type=1&permPage=1

"We're getting divorced because we love each other, and we both realize that we don't have enough of what the other needs. When we decided to get divorced, I wrote a note with all the things I loved about her, and gave it to her. She got very emotional and started crying. Then three days later, she wrote me a similar note. But here's the thing--- she wrote it on the back of a recycled piece of paper. She wrote it on the back of an advertisement or something. So I called her out on it. And she said: 'I knew you were going to bring that up. If you cared, you wouldn't mind what it was written on.' And I said: 'Well, if you cared, you'd have gotten a fresh piece of paper.'"

"Nós estamos nos divorciando porque nos amamos, e nós dois percebemos que não temos o suficiente do que o outro precisa. Quando decidimos pelo divórcio, eu escrevi uma nota com todas as coisas que amava nela e a entreguei. Ela ficou bem emocionada e começou a chorar. Então, três dias depois, ela escreveu uma nota similar para mim. Mas aqui está o detalhe - ela escreveu no verso de um pedaço de papel reciclado. Ela escreveu no verso de uma propaganda ou algo do tipo. Então eu chamei sua atenção sobre isso. E ela disse: 'Eu sabia que você ía comentar sobre isso. Se você se importasse, não teria reparado onde estava escrito.' E eu disse: 'Bem, se você se importasse, teria pegado um pedaço de papel novo.'"

O curioso é que, no fundo, o problema de verdade não é o papel. Gostei de um dos comentários na foto: "O ponto é que as cartas ressaltam suas diferenças. Ele precisa achar alguém que escreva em papel novo para ele e ela precisa achar alguém que não repare no papel. Nada de errado com nenhum dos dois. O amor é um sentimento diferente para cada um."

domingo, 7 de março de 2010

Histórias do Subconsciente - O Pai e o Filho

Acabei de acordar. Ainda estou com sono e vou dormir de novo, eu acho. Mas estou aqui pra postar essa história porque tive um sonho, daqueles perturbadores, com o tipo de história que só o subconsciente da gente consegue criar. A história segue abaixo.

Era uma família que vivia uma vida muito boa e tranquila. Tinha o pai, o qual tinha um bom emprego e, nos tempos livres, trabalhava no orfanato que fundou. A mulher era uma dona de casa primorosa, esposa e mãe carinhosa. E o filho era um moleque comum, mas muito inteligente e feliz. Cresceu junto com os garotos do orfanato, que eram como irmãos para dele.

Porém, com o passar do tempo, o menino começa a perceber certas coisas. De vez em quando, ele sofre alguns lampejos nos quais ele consegue ver os pensamentos do próprio pai. O pai percebe que o filho está cada vez mais entrando em sua mente e começa a revelar seu lado vil e perverso. Ele mata a própria esposa e começa a matar as crianças do orfanato uma a uma, na frente do garoto, mostrando uma personalidade infantil e sombria, que não consegue admitir uma "derrota".

Chegando finalmente ao banheiro e prestes a matar o próprio filho, o pai olha nos olhos da criança. E então a criança o fala a verdade que os dois sabiam de certa forma, mas que nenhum dos dois queria admitir.

O filho, a esposa, o orfanato, toda aquela realidade não passava de uma fantasia criada pelo pai em resposta a uma culpa muito grande que ele sentia devido à morte de uma criança em uma circunstância que não ficou clara no sonho.

O pai, percebendo o que acaba de ouvir, tem um surto de insanidade no qual começa a gargalhar como louco. E chorando, ele abraça o filho, aceitando finalmente sua própria culpa.

Tudo se fecha na escuridão.

O menino acorda numa cama, ao lado de uma mulher meio idosa. Tinha adormecido enquanto via televisão. Ele levanta e chama sua avó e seu avô para saírem. Pega a bicicleta e vão para um parque. Ao sentarem na grama para descansarem, o menino pede para que contem sobre pai. O pai tinha morrido logo quando ele nasceu. Suicidou-se.

Aquela era uma outra realidade deixada pelo pai para o filho, como um último ato de redenção, na qual ele se mata enquanto é jovem para evitar que traga sofrimento a si mesmo e ao garoto, e permite que o menino viva uma vida verdadeiramente feliz, criado pelos avós.

O pai e o filho eram faces de uma mesma pessoa que trava uma batalha mental contra si mesma. Porém, ao criar uma segunda realidade, o pai consegue desassociar as duas imagens e dá uma nova oportunidade ao filho de ser feliz, se tornando pai e filho verdadeiramente.

O fato de o pai matar todos reflete sua imaturidade em relação à culpa que sente, demonstrando sua incapacidade de aceitar que a realidade não passa de fantasia. Ele se revolta e tenta destruir tudo, sem querer deixar espaço para que o filho diga a verdade que o machucaria e significaria sua "derrota".

Isso é irônico pois demonstra um filho mais maduro e inteligente que o pai na história. Um filho que se mostra mais racional enquanto o pai é guiado pelos seus sentimentos e medos. Fato que, de certa forma, me diz que a criança, na sua inocência, tem uma capacidade maior de encarar certas coisas que o adulto, cheio de medos e preconceitos, não consegue.

No sonho, eu me vejo no papel do pai em algumas horas e de filho em outras. Eu sou o filho no início do sonho, mas quando o pai mata todos e chega para matar o menino no banheiro, eu sou o pai que olha em seus olhos e escuta o que ele fala. Na segunda realidade, eu me vejo no papel de filho novamente.

Não é o primeiro sonho que eu tenho com esse nível de realidade e profundidade. De vez em quando acontece. Em uma das vezes, eu achei a história tão interessante que evitei escrevê-la aqui porque ainda pretendo fazê-lo algum dia de forma decente, para publicação. Mas ainda preciso desenvolvê-la melhor.

Não sei o que esses sonhos significam, acho que ía ser legal se um psicanalista pudesse me dizer. Só sei que quando os tenho acordo assustado devido à realidade e intensidade deles. É raro acontecer, mas vou procurar postar aqui os próximos que vierem, sempre que tiver um sonho desses.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Picasso não Pichava

"Picasso não Pichava" é o nome de um projeto social aqui de Brasília que tem como objetivo manter as crianças e os jovens ocupados com várias atividades e tirá-los das ruas. No projeto, tem oficinas de pintura, serigrafia, dança etc.
É um lance legal e tal. Mas o motivo de eu puxar esse assunto é outro.
Um dia eu tava andando em uma passagem no eixão e vi a seguinte pichação:
Picasso não pichava
Foda-se nois picha
Ou algo mais ou menos assim. Já faz bastante tempo também.
Enfim, não tem lição de moral nem conclusão nessa história. Só tava lembrando disso outro dia e decidi registrar aqui.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Foi com a fumaça

Engraçado como quando eu chego bêbado da rua fico postando letras das músicas que eu vo escutando aqui, hauehauheuahe. (No outro dia eu nem lembrava desses últimos dois posts.)

Uns dias atrás tive um sonho engraçado.
Era tipo a historinha de uns maconheiros viajantes.

Depois de iniciar sua jornada nômade a algum tempo, os maconheiros param para invadir uma casa aparentemente abandonada pra passar um tempo e descansar antes de continuar a viagem.

Eles pulam o portão e chegam no jardim.
A casa tem um quartinho nos fundos, que é separado por uma portinhola de madeira, e a construção principal, que tá cheia de mato crescendo e parece bem abandonada.

Mas antes de arrombar a porta e entrar, ao se aproximar da casa, acontece algo que os faz parar. Frente a eles aparece o fantasma de uma menina pálida, cheia de sangue, e os ameaça:

- Olha, se eu fosse vocês, não invadiria aquele quartinho lá atrás, porque é onde eu estou morta, senão vocês vão se arrepender.

A essa altura os maconheiros já gelaram.
Ela continua:

- E se eu fosse vocês, também não invadiria essa casa, porque é onde a pessoa que me matou vive e ele é pior do que eu. Ele é um demônio e se vocês entrarem, ele vai matar, torturar e queimar vocês.

Então os maconheiros decidem acampar no jardim mesmo e ficar ali fumando a maconha deles. Nisso a fumaça sobe, amanhece o dia e eles decidem continuar o caminho. Sem saber se aquilo foi de verdade ou uma alucinação coletiva, eles vão embora e a fumaça vai junto.

Quando perguntam pras pessoas do local se alguém viu os tais maconheiros, todos negam. Por isso que hoje em dia, quando perguntam "cadê fulano?" e não se sabe, as pessoas respondem "foi com a fumaça".

segunda-feira, 30 de março de 2009

Gangue do Pit Stop e Maluco do Trote Solidário

Semana retrasada estava na sala, assistindo aula, quando aparece um sujeito na porta e pergunta "Alguém tem um Gol preto de placa tal-tal-tal?"
Mas ninguém se manifestou e ele foi embora. Pensei: "Pronto. O maluco do Gol deve ter feito alguma merda..."

Depois, saindo da aula pra ir almoçar com os brothers, vi uma confusão no estacionamento e, logo em seguida, vi o tal Gol preto que o sujeito tinha falado. Sem rodas. Apoiado em um macaco.

Deu vontade de tirar uma foto, mas não deu tempo.

O Gol devia ter umas rodas muito maneras pra robarem desse jeito. E, porra, em plena luz do dia? Que foda esses ladrões, hein...

Mas o melhor veio depois: especulações pós-fato entre amigos.

Primeiro: O que você faria se chegasse no estacionamento e visse seu carro sem rodas?
Algumas sugestões surgiram, do tipo 'correr de um lado pro outro gritando que nem menininha', mas a melhor com certeza foi a do tiozão. "Eu ligava pra quatro brothers e falava: 'Mlk, traz seu estepe aí que eu to precisando'".

Segundo: Como os caras conseguiram roubar as rodas do carro de dia, mais especificamente de manhã, e ninguém ver?
Po, provavelmente eles devem ter sido bem rápidos. Pra isso eles devem ter tipo uma oficina na qual eles ficam treinando, naipe pit stop de Fórmula 1. Imaginando a cena: fica um dos bandidos com o crônometro na mão, enquanto uns outros 2, 3 ou 4 fazem o serviço. "Porra, tá lento. Bora fazer essa merda de novo mais rápido". Eaí eles começam de novo. Só pode...

Já no dia seguinte, tava saindo pra almoçar, dessa vez sozinho, e vejo um maluco correndo no estacionamento da universidade na minha direção. Logo em seguida, ele deixou alguma coisa cair no chão. Parecia uma bermuda azul ou coisa assim, mas não interessa...

Depois de mais alguns metros, quando ele chegou perto de mim, falei:
- Ow.
Mas antes que eu pudesse continuar, ele já foi perguntando, visivelmente apressado:
- Você vai pro trote solidário??
Eu, pego de surpresa, respondi:
- Quê...? Não...
Ele, de novo:
- Você vai pro trote solidário??
- Não, véi... Tu deixou cair uma parada lá. - Aponto pra coisa caída.
Ele:
- Você vai pro trote solidário??
- Não, po.

Nisso, ele se virou, e saiu correndo pra pegar a coisa que ele tinha deixado cair, enquanto eu segui meu rumo tentando processar o que tinha acabado de acontecer.

Depois de rir pra caralho, pensei: "é, e eu que sou o doido..."

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Picaretagem de Verão

Como falei em posts anteriores é verão, mas to estudando. Mas o grande lance é que não cheguei a descrever que tipo de matéria estou pegando. A começar pelo nome, elas são Metodologia de Pesquisa Aplicada à Administração (MPAA) e Tópicos Especiais em Sistemas Mecânicos - Algoritmos Genéticos (AG). Sobre a segunda, mesmo faltando duas semanas, já acabaram as aulas, faltando apenas o trabalho final. Quanto a outra, tenho tido aulas, mas são aulas em geral muito toscas, uma parte devido ao conteúdo, mas principalmente por causa do professor.

Deixarei a exemplificação de como são essas aulas a cargo do amigo Limongi:
Ahhh o verão... éé.. o verão, estação onde todos deveriam estar viajando e aproveitando a vida da melhor forma possível, seja curtindo a familía, aquela praia ou até dormindo 12 horas por dia e comendo as outras 12. Me pergunto então, porque será que alguém escolheria 'estudar' no verão? Loucura? Que nada. Depois da maravilhosa aula vista por mim hoje - e perdida pelo meu grande amigo Japa - mudei toda concepção sobre o verão. Porque NÃO estudar no verão?

Calma, calma. Começarei do início. Você estudante de Engenharia (ou qualquer curso de exatas, ou melhor, qualquer curso superior... enfim, você que viu física alguma vez na vida) aprenda uma lição: nunca deixe um professor velho de admnistração falar sobre física em sala de aula. Primeiramente, em doze aulas vistas, onze foram revisão da primeira. Mas não, não ache que o professor julgue seus alunos 'burros', ele só deve achar difícil demais aprender a diferenciar teologia de cientificismo em onze aulas (até agora). Pois bem, como forma de expandir os conhecimentos de seus alunos, o professor ao qual me refiro decidiu ensinar, hoje, mais exemplos sobre a diferença entre os tipos de conhecimento.

Começou pelo conhecimento teológico, aquele baseado na fé, independente de religião (só isto não basta para entendermos?). Desculpe leitor, não poderei ser extremamente claro agora, pois estava 'distraído' na aula. Porém, de repente, deparo-me com o professor falando de amor entre pessoas velhas, casais que estão juntos a mais de 50 anos e, como sempre, dando exemplo da sua vida pessoal (sobre amor ainda). Sim, o que tem a ver com conhecimento teológico? Infelizmente, um mistério que não descobri e, portanto, não poderei revelar-lhes.

Achei então que a aula não pudesse piorar. Eis então, quando começou (pela décima segunda vez) a explicação de conhecimento científico. Conhecimento baseado na razão (também não suficiente para explicação?). Chegou então ao slides de exemplos:
Exemplo 1: Todo corpo em queda livre está sujeito a aceleração da gravidade. Precisa de explicação? Pois se precisar, a explicação COM CERTEZA não seria essa: "Sim pessoal, todo corpo que cai está sujeito a gravidade, isso é um fato provado cientificamente, conhecimento portanto, científico. POR EXEMPLO, SE UMA VELHINHA DE CIMA DO PRÉDIO PEGA UM REVOLVER E ATIRA NUM VELHINHO LÁ EMBAIXO, A BALA VAI COM ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE". Pergunto eu, precisava desse exemplo? Coitado do velhinho, imagina, se ele estivesse a 100 metros da velhinha, teria de esperar um pouco mais de 4 segundos para morrer? É, morte lenta e dolorosa para um tiro não? Talvez ele até consiga correr e escapar da bala se não for tão velhinho...
Exemplo 2: O ouvido humano é capaz de perceber sons entre 20 e 20000 hertz. Meu caro leitor, se você tem problemas de coração pule esta parte, pois é realmente dolorosa. O exemplo acima não parecia claro por si só, ou melhor, não continha asneiras por si só, sendo assim, o professor complementa (sempre): "Claro não pessoal? Por exemplo, eu to conversando agora a um pouco mais que 20hertz - pausa para agonia do leitor. - Aquelas festas com som alto? Então, o som daquelas festas estão a 1000hertz (ou mais) - segunda pausa para outra agonia. Mas ainda tem os velhinhos. Comentário: de novo os velhinhos? Isto porque vocês não sabem o quão novo o professor é (ironia) - que de tanto irem a festas - comentário: velhinhos baderneiros não? - já tem o ouvido fraquinho e escutam só entre 100hertz e 20000hertz - terceira pausa para agonia do leitor, dessa vez, leva tempo viu. - Eu mesmo já não ouço tão bem... se vocês cochicharem a 20hertz capaz deu não ouvir - basta!" Então, desde quando frequência de uma onda define o 'volume' da mesma? Melhor parar os comentários por aqui... Pensei na hora: "coitado do japa, que ta perdendo essa biblioteca de conhecimento, poderia até ser útil pra ele... acho que isso merece um post."

Eis então que olhava no relógio: 9:20, ainda faltavam 40 minutos para o término da aula. "Por que diabos o professor tem de fazer duas chamadas? Por que não uma só no início da aula?" Decidi que o melhor a fazer era pegar o celular e voltar a me 'distrair'. Sei que, depois da aula de hoje, não tenho a menor dúvida de que, como autorizado pelo professor, qualquer tema de engenharia que escolha para o meu trabalho, será mais que suficiente para que ele não tenha noção do que se trata.

Fato engraçado: parecia que só eu estava incomodado com a quantidade de asneiras sobre física dita pelo professor. Definitivamente, não nasci para humanas.
Hoje eu fui pra aula (e o Limongi não). O professor estava explicando sobre remédios em textos científicos, que devem ser colocados os princípios ativos e não o nome de um remédio específico. "Até maconha tem nome científico, como é? Cannabis? Vocês devem saber disso melhor do que eu", falou apontando para o fundo da sala, não sei para quem. Todo mundo riu e aí ele começou a falar do Michael Phelps que foi pego fumando maconha publicamente (????). WTF?


Pois é, eu já tava esperando que as matérias no verão iriam ser mais fáceis, mas não imaginava que iriam ser tão picaretas. Sorte?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Dia do Gari

Dois dias atrás, eu estava aqui quando interfonaram em casa e minha mãe atendeu. Era um cara pedindo dinheiro dizendo que era o Dia do Gari e se ela não podia contribuir. Infelizmente, antes que eu sequer chegasse a falar alguma coisa, minha mãe jogou os 5 reais pela janela. Lamentável...

Mas então, alguém aí sabe qual é o Dia do Gari sem googlear?
Pois é, eu sei, ahahaha. E por que sei disso?

Desde que me entendo por gente, todo ano quando comprava a agenda do colégio, vinha escrito em destaque (tá, não tanto assim), no dia do meu aniversário, 16 de maio: Dia do Gari. Eu, menino que era, sempre fui complexado com isso. Podia ser até o Dia do Diagramador, do Soldado Desconhecido, do Trovador ou então do Citricultor que eu acharia mais legal. Até porque sempre vem à mente certas frases instintivamente: "Ah, ele nasceu no Dia do Gari, então vai ser gari", sem querer desmerecer esses nobres trabalhadores, afinal de contas, sem eles, nossa vida seria uma verdadeira porcaria.

Mas então, se vocês prestaram atenção, 25 de janeiro NÃO é o Dia do Gari. Em outras palavras, minha mãe foi ludibriada, roubada, enganada por um mendigo qualquer.
É incrível como hoje em dia abusam da boa fé das pessoas.
Portanto, da próxima vez que vierem pedindo dinheiro afirmando ser o Dia do Gari, se não for 16 de maio, ignorem. ¦D

Tente viver uma vida sendo legítimo consigo mesmo. Chore, grite, ria, mas não minta para si mesmo, pois o pior que pode acontecer é você acreditar.

Acordei um dia desses com essa frase na cabeça. Será que a vi em algum lugar?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Engenharia e Jogo da Vida

Isso é uma coisa que eu digo pra muita gente, mas resolvi postar aqui.
Se meu filho chegasse pra mim e falasse:
- Pai, quero fazer engenharia.
Eu responderia:
- O CA-RA-LHO, mlk! Se quiser apanhar de pau, me fala que te dou umas pauladas, mas não me venha dizer que quer fazer engenharia!

Bom, claro que não seria exatamente isso, mas com certeza ía rolar uma boa conversa, porque, pqp, engenharia é um curso ferrado.
Acho que seria um pouco diferente de como foi comigo e meu pai. Meu pai é engenheiro eletricista e tem o maior orgulho. Vivia falando o quanto engenheiros são fodas e cabulosos.
Daí cheguei um belo dia pra ele e disse:
- Pai, eu curto psicologia, to afim de escolher isso no vestibular...
Ele:
- Raaaapaz, isso não serve pra nada, escolhe um curso que preste...
Pra quem não leu as entrelinhas, estava escrito: "Faça engenharia".

Só o que ele não falou é o quanto o cara tem que ralar na faculdade e no trabalho, sempre pressionado e nem ganhando tão bem assim. (Tá certo que nunca trabalhei no ramo, mas é assim que imagino, visto que os professores sempre falam: "É, vocês acham que aqui é difícil, esperem quando começarem a trabalhar".)
Só vocês verem, qual a imagem clássica de engenheiro que vocês têm?
Pois é, não costumo ver engenheiros amigos do meu pai sarados, sem hipertensão, problemas cardíacos ou qualquer outro problema de saúde.

Mas enfim, deixei pra escolher o curso no dia da inscrição. Tava eu lá, de frente pra tela do computador: "E agora, como fas/"
Primeiramente, decidi que faria engenharia. Legal, mas qual? Desci a tela pra ver a lista. Tinha lá:
- ENGENHARIA CIVIL
- ENGENHARIA DE REDES DE COMUNICAÇÃO
- ENGENHARIA ELÉTRICA
- ENGENHARIA FLORESTAL
- ENGENHARIA MECÂNICA
- ENGENHARIA MECATRÔNICA
E minha primeira reação foi: "Porra... Engenharia Mecatrônica... Essa tem um nome foda. Deve ser maneiro."
Marquei lá sem nem saber o que cada opção significava direito. Agora taí uma das maiores sacanagens que fazem com os jovens de 17 anos. Chegam pra você, um moleque ou moleca que sabe quase nada da vida ainda, e falam: "Olha, escolhe aí o que você quer fazer pro resto da sua vida ou pelo menos grande parte dela. Mas sem pressão, tá?"
Me lembrou o Jogo da Vida, no qual você roda uma roleta e então decide sua profissão.

"Opa, advogado, me dei bem!"

O problema é que você só sabe se foi bem sucedido ou não na sua escolha depois de um precioso tempo que não volta mais. E o pior, diferente do Jogo da Vida, você não perde só aquele dinheiro de papel. Existe uma possibilidade de que você faça uma cagada que dure pro resto da vida e, no final, você também não pode vender seus filhos (aliás, você até pode, mas não deveria). Pelo contrário, você gasta dinheiro com eles.

Aprofundando ainda mais minha observação, descobri que o Jogo da Vida é bem realístico sob certo ponto de vista. Não é a toa que tem esse nome. Por exemplo, as cagadas sempre acontecem quando você menos espera. O que é engraçado, no jogo.
O segundo ponto notável é que os jogadores estão o tempo todo tentando passar a perna nos outros de formas lícitas e alguns de formas ilícitas também. Durante o jogo todo você é bombardeado por cartõezinhos que te fazem dividir seus lucros ou que fazem você ter de arcar a infelicidade dos outros.
E, no final, só uma pessoa sai vitoriosa e bem-sucedida, enquanto o restante fica na merda.
Enfim, bem instrutivo esse jogo...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Desejos

Semana passada fui sacaneado pelo comércio (ou pelos 'estabelecimentos comerciais' como contei a alguns).

Primeiro, marcamos de tomar um sorvete no McDonald's porque tava uma tarde quente, infernal, e eu tava com vontade de tomar um daqueles McFlurrys de Twix. Não sei se vocês já provaram, mas é deveras gostoso. (Bom, tem gente que não gosta, mas foda-se.)
Cheguei no Mc antes e fiquei esperando os caras, que demoraram pra caralho. E quando chegaram, fomos pedir o tal sorvete, só que a mulher falou que a máquina estava quebrada.
Nessa hora, eu fiz um sonoro "O QUÊ???", só que foi meio overreacted creio eu, porque a mulher tomou um susto e um dos meus brothers falou: "Cuidado, ele vai te bater..."
- O QUÊÊÊÊ!!??? COMO NÃO TEM SORVETE!?

Mas o mais bizarro é eles falarem que milkshake tinha porque a máquina NÃO é a mesma. Alguém já viu os milkshakes do McDonald's? Vocês já perceberam que o milkshake de coco nada mais é que sorvete de baunilha batido com leite e coco ralado? E que o milkshake de flocos é feito com sorvete de baunilha e bolinhas de chocolate? Por que diabos iriam precisar de uma máquina diferente!?
Recolhendo minha indignação, decidi não tomar nada, enquanto os caras pediam os tais milkshakes. Essa foi a sacanagem do dia.

Mais tarde, durante a noite, sonhei com Coca-cola. Não sou daqueles viciados que tomam Coca-cola insanamente todo dia, mas de vez em quando bate uma vontade. E nesse dia bateu.
Chegando na universidade, fui à lanchonete e advinhem? Não tinha Coca. E assim começa a jornada. Saindo de lá, eu e um brother fomos ao comércio. Passamos por um Giraffas, que é uma rede de fast food aqui de Brasília, mas, excepcionalmente, estava fechado. Só que Giraffas nunca fecham perto da hora do almoço! É a hora que eles ganham mais dinheiro, po.
Passamos então no supermercado que havia ao lado, mas só tinha Coca quente. Parece que a Coca ía ficar pra hora do almoço.
No restaurante que escolhemos, sentamos, pedimos a comida e, na hora de pedir o líquido escuro tão desejado e esperado, o que o garçom me fala? "Só tem Coca Zero."
- O quê!?
- Só tem Coca Zero.
Era sacanagem demais pro meu gosto. Resultado: acabei ficando na cerveja. É... não foi tão ruim assim porque ela tava muito boa, bem gelada. ¦D

Desencanei da Coca e voltei na idéia do sorvete. Aquele mesmo McDonald's ainda tava quebrado então tivemos que fazer uma viagem pra chegar na loja mais próxima e tomar, finalmente, o McFlurry. Ao menos isso, porque quando voltei à universidade, já tinham reposto as Cocas. Mas aí também não quis mais.

Esta semana sonhei com chocolate branco e com sorvete e picolé da Kibom. Já zuaram falando que to grávido e que meu filho vai nascer com cara de Coca-cola.

Desagradável.

PS: Troquei o layout, mas ainda não é o que eu quero, apesar de estar melhor. Esse é um dos layouts padrões do blogspot, mas quem disse que gosto de padrões? Quem sabe quando eu voltar de viagem eu não mude de novo... Vai depender se eu não procrastinar.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Questões jurídicas

Nessa última semana tive um sonho estranho.
Não lembro muito bem do contexto, só sei que terminei caindo no braço com um cara.
Depois de bater muito nele, sai arrastando ele pelo meio da rua, um carro veio, passou por cima dele e cortou ele em dois.
Meio que acordado já, veio a dúvida: se você briga com uma pessoa e depois de dar muita porrada nela você chama a ambulância, será que você é menos penalizado por isso?
Tipo quando você atropela alguém e presta socorro?

Ó o fogo!

Sábado passado aconteceu algo desagradável.
Tinha acabado de chegar da rua e fui tomar banho.
Minha mãe já tinha me ligado no mesmo dia avisando que o chuveiro tava meio ruim e que era pra tomar cuidado. Pensei: "beleza, só não demorar."

Entrei lá, comecei a me lavar e tal, e logo percebi o barulho anormal previsto por dona Helena. Intimidado pela situação e por instinto, cheguei a conclusão que não era uma boa continuar e que aquilo ía dar merda.

Dito e feito. Desliguei o chuveiro, saí do box e fiquei olhando pra ele.Mesmo depois de desligado, o barulho continuou e, aliás, foi piorando. Até que lembrei da outra coisa que minha mãe falou: "Se der merda, fecha o registro que fica fora do box." Não foram bem essas palavras que ela usou, mas foi a maneira como eu entendi na hora.
Imediatamente fechei a torneira do registro e olhei de novo. O barulho continuava e agora começava a sair vapor branco do chuveiro.

Se não tinha batido o desespero até o momento, essa foi a hora.
"Eita porra! Fudeu!"
Comecei a girar a torneira do registro pra um lado e pro outro e nada.
"Caralho, num é possível que num sei fechar um registro, essa porra tá quebrada!"

Corri pra porta do banheiro e comecei a rezar. Ainda mais porque tinha percebido que a fumaça branca não era vapor d'água e sim fumaça de coisa queimando! (Obviamente, né?)
"Se pegar fogo, eu chamo os bombeiros," pensei.
E fiquei só olhando, na expectativa.

Como que respondendo a essa expectativa, a situação fez foi piorar. De repente, o chuveiro começou a ficar vermelho, cada vez mais vermelho por dentro, até que chegou a ficar incandecente.
"Pronto, fudeu de vez, vai pegar fogo, vou chamar os bombeiros."
Nessa hora, a cena que eu via era mais ou menos essa:Um banheiro cheio de fumaça branca e um chuveiro vermelho incandecente.

Mas, pra minha "sorte," do mesmo jeito que começou, terminou. Do nada, o chuveiro apagou, parou de soltar fumaça e voltou ao normal.
Por outro lado, desagradável mesmo não foi o ocorrido e sim as conseqüências. Acabou que tive que tomar banho gelado por três dias seguidos. Pior ainda quando era à noite.

O bom é que minha mãe mandou trocar o chuveiro logo. Obrigado, dona Helena! o/

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Finally férias

(Homenageio este post ao brother Piauí a pedidos do mesmo.)

Engenharia de controle e automação já me fez perder o controle faz tempo.

Como bem dona Helena me lembrou esses dias, rapadura é doce, mas não é mole não. "Ah, vo passar em mecatrônica aqui, me formar, pegar um emprego massa e ficar rico." Aheuaheuhae, tipo isso...A sensação que eu to é de ter passado as últimas 4 semanas no inferno e que agora estou no céu. Muito bom estar de férias.

Lembranças de uma última semana de algo que poderia se chamar de quase desastroso:

Segunda tinha uma prova às 8h da manhã. Passei sexta e sábado anteriores o dia todo ajudando tiozão com o trabalho dele. Chegou domingo, tava pregado, dormi o dia todo. De noite fui para casa do Limongi fazer trabalho. A intenção era essa, mas fiquei de merda e acabei ficando só olhando. Mas não durou muito porque chamaram pra comemorar o aniversário do Ivan no bar. Eu nem ía não, acabaram me arrastando e terminei bebendo também. E acho que foi uma das melhores coisas que rolou, porque eu tava num stress cabuloso e, pelo menos por um momento, deu pra relaxar. Ficamos até 00:30 lá, quando decidimos sair pra comer.
Cheguei meio tonto em casa por volta de 01:30, sem ter estudado nada, e o que eu fiz? Dormi (eita preocupação com a prova...). Mas não sou tão irresponsável assim. Contra todas as possibilidades, acordei 5h da manhã sem despertador nem nada, só na pressão mesmo. Estudei o que deu e fui.
Pior que isso só nesse mesmo dia, quando passei a tarde toda jogando Donkey Kong 3, mesmo com um trabalho e uma prova pro dia seguinte. Não descansei e não fiz nada de útil. Estudar se tornou um negócio quase impraticável nesse final de semestre. Deu o que tinha que dar.
Preciso me formar logo.

(Imagem sugerida pelo brother Raphael)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Psicopatas

Meu amigo Archimedes emprestou-me uma vez uma revista da superinteressante com uma matéria sobre psicopatas. A matéria segue abaixo:

http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_453009.shtml

Por que isso agora?
Porque é uma reportagem interessante que eu acho que cabe no que vou escrever adiante e porque estou prestes a fazer uma besteira aqui: entrar em contradição. Mas é praticamente impossível uma pessoa não se contradizer quando se trata de determinados assuntos. E como estou no meu blog, reservo-me esse direito.
Estava vendo uma discussão que a Jéssika me passou sobre o caso Eloá e fiz o seguinte comentário:

"Todo mundo precisa de mártires e heróis... Triste, mas verdade.
E é difícil num se sensibilizar vendo esses casos 'Eloá' que passam na TV, principalmente pra quem já passou pela mesma coisa. Quem já passou por algo parecido revive o momento, quem nunca passou imagina como se fosse consigo. É uma fórmula que não tem como dar errado pras emissoras.
Mas não acho errado se sentir triste ou dar importância a essas paradas, é uma coisa natural das pessoas, de empatia. Se não fosse assim, seria todo mundo psicopata. Então não acho que seja falso moralismo.
Só não acho certo radicalizar, viver em função da parada, comer pensando Eloá, dormir pensando Eloá, respirar Eloá, fazer música, comunidade e manifestação, pq seria até injusto pelos outros que morrem e não se fica sabendo."

Realmente, acho que não é errado ficar curioso e se sentir mal pela Eloá. E também não acho errado dar importância a isso, afinal é um sentimento seu e você decide se dá deve dar importância ou não.

Agora sobre a questão de ser falso moralismo ou não... Isso já é mais complicado.

Pessoas disseram que é sim, pois ninguém nem conhecia a moça. Não adiantaria falar que está triste ou dizer que é solidário porque daqui a uns meses vai simplesmente esquecer que isso aconteceu. E que isso é apenas uma jogada da mídia pra que as pessoas ignorantes se comovam e dêem ibope. E realmente têm razão em falarem isso.

Isso é ratificado por um princípio há tempo venho acreditando em e tentando seguir de que, se você dá importância a alguma coisa, deve traduzir essa importância em ações. Porque se você não age, é como se essa "importância" não seja realmente importante. E isso se aplica especialmente a alguma coisa que você ache ruim e que te incomoda. Acredito que sempre devemos tentar mudar as coisas que achamos ruim e não apenas ficar pensar nelas. Senão, é inútil ficar se sentindo mal por uma coisa que só ficaria bem por acaso ou destino. Isso só ficaria te fazendo mal. Ou conforma-se e pára de se importar até não se sentir mais mal (em outras palavras, esquece), ou faz alguma coisa.

Então, se você é humano (no sentido de não ser psicopata) e se sentiu triste por causa dos casos dos Nardoni e da Eloá, e achou um total absurdo (ou seja, se impressionou e não se conformou como eu), botou [LUTO] no nick do Orkut etc, mas não fez nada que realmente mudasse alguma coisa e impedisse mais casos como esse, acho que sim, você é um falso moralista (eis a minha primeira contradição em relação ao comentário anterior). Logo, acho que quem ficou chocado, tem mais é que radicalizar mesmo, fazer música, protesto, abaixo-assinado, se candidatar a presidente, pra ver se muda alguma coisa (eis a segunda contradição). E fazer isso não só por um caso em específico, mas por todos os que acontecem todo dia.

Por último, queria dizer que o mundo tá a merda que tá porque está cheio de pessoas falsas-moralistas, psicopatas e como eu, que se conformam com e não dão importância à maioria das merdas que acontecem. A cultura do individualismo e do menor esforço já está tão arraigada na sociedade que é quase impossível imaginar uma solução pra consertar essa cagada que realmente tenha efeito. Só a educação mesmo e olhe lá, porque teria que ser uma educação diferente dessa que conhecemos e recebemos. Basta olhar o tipo de cidadãos que somos...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Lasers!

Ontem tive um sonho muito doido. Sonhei que vesti uma roupa super ridícula, tipo com um capacete de plástico roxo e tudo. E fui pro shopping pra ver a reação das pessoas.
Cheguei lá e fui caminhando, mas por algum motivo, ninguém olhava pra mim, ninguém me notava. Não conseguiam me ver.
O shopping era cheio de pilastras com espelhos. Passando por uma dessas pilastras, fui e me olhei no espelho. Mas não vi meu reflexo. O que eu vi foi um bandido de tapa-olho com uma faca encostado em uma parede de pedras acinzentadas, num cenário meio medieval. Continuei andando e olhei o espelho da pilastra seguinte e o que vi foi a mesma cena. Isso se repetiu mais uma vez até que olhei ao meu redor e não estava mais no shopping.
Estava sozinho em um caminho de pedra cercado de paredões e pilastras, todos da mesma pedra cinza. E ainda tinham alguns espelhos espalhados pelas paredes.
Fui olhar no espelho de novo e, mais uma vez, meu reflexo não estava lá, mas o resto da imagem refletida estava normal. Por algum motivo, eu sabia que eu podia atravessar o espelho e assim o fiz.
Voltei para o mundo normal e quase tudo voltou ao normal também. Exceto que eu continuava sem reflexo. E cada vez que eu atravessava o espelho, eu alternava entre os dois mundos.
Da segunda vez que fui pro mundo de pedra, apareci em um quarto que, por algum motivo, eu sabia que era meu. Era pequeno, feito da mesma pedra, cheio de espelhos, com uma janela de grade de ferro pintada de preto que iluminava o quarto todo, e mais nada. Por algum motivo, eu sabia também que era a única pessoa nesse mundo e que tinha o poder de aparecer em qualquer espelho do mundo "real", bastando me concentrar nele.
Por fim, eu fiquei zuando um pouco com minha nova habilidade especial, e acabei acordando.
Freud explica?

sábado, 16 de agosto de 2008

Troféu azar número 2

Realmente, esse tal de Luan é dos kras mais azarados que já vi, mas se fosse pra eu botar alguém pra competir com ele seria o tal do Archimedes. Que zica!
Quinta-feira íamos almoçar na casa do Archimedes. A casa dele fica meio longe também, como a do Luan, mas como a aula de manhã terminou mais cedo, ía dar pra ir e voltar a tempo. Visto que na aula das 14h tinha teste, não podíamos chegar atrasados.
Saímos da UnB 11h e estávamos nós lá, percorrendo o eixo monumental no carro do Archimedes quando avistamos uma blitz. Até aí nada de mais, '300 mil carros passando', segundo o tiozão, pq íam parar a gente? Mas pararam... E o mais impressionante, 5 minutos depois a blitz acabou. O carro do Archimedes foi o penúltimo a ser pego.
Mas blz, sem problemas, tá certo que a gente tava sem cinto atrás, mas eles nem olharam. Era só mostrar as paradas pros kras e ser liberado, sem grilo, era o que eu imaginava.
Mas o Archimedes estava trafegando com documento de 2007. Tentamos ligar pro pai do Archimedes, tentamos falar com o kra da blitz, mas ele ficou é puto e mandou apreender o carro mesmo.
Segundo o Archimedes, como o carro tinha sido roubado um tempo atrás, eles não liberaram os documentos novos por isso.
Enfim, tivemos que seguir pro depósito do DETRAN. E lá esperamos, esperamos e esperamos. Por fim, ligamos pro Limongi que foi buscar a gente e se perdeu no caminho (além de terem mandado ele pelo caminho pior). Acabamos saindo 13h de lá do DETRAN, almoçamos bem fast no Mc Donald's e conseguimos chegar na aula.
Só o sortudo do Archimedes que ficou lá pra vistoria e perdeu o teste. Em conversas posteriores, ele ainda revelou que tinha altas multas do carro e que saiu de lá 2:30 praticamente, sendo acusado de roubar o próprio carro. Maneiro, não?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Agora vai! Uma história de azar...

Ontem fui ver a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional. É 0800, então acaba sendo um programa cultural maneiro pra quem num tem o que fazer e quer passar um final de terça-feira tranqüilo. Sem contar que eu nunca tinha ido, logo foi legal pela curiosidade também.
Mas num to aqui pra falar disso. Hoje temos uma participação especial do brother Luan, contando sua triste história. E não é história baseada em fatos reais, simplesmente aconteceu mesmo. Pros que se acham azarados, leiam a história e sintam-se felizes. Aí vai...

Quinta-feira(12/06/2008) – Mais um dia de cão, estava eu voltando da UnB depois da reunião da Mecajun e pensando que ainda tinha que fazer minha parte do relatório, mas estava morrendo de sono porque tinha saído de um turno do pernoite.
Chegando em casa, liguei e computador e vi que estava sem internet, e o outro guri da dupla tinha mandado os dados por e-mail, ou seja, sem internet, sem relatório. Então liguei para BrTelecom e naqueles mensagens automáticas dizia que minha internet voltava às 23:00. Perfeito, vou dormir agora, acordo de madrugada e faço meu relatório, já fiz isso, o que pode dar errado afinal?

Sexta-feira(13/06/2008) - Coloquei o celular para despertar às duas da manha. Celular despertou, acordei, tomei um banho e liguei o computador, esperei a internet conectar, e adivinha o que aconteceu? Nada de internet ainda!
Daí eu lembrei que uma vez me contaram que o laboratório de informática da UnB era aberto 24hs, e que também a sala a de estudos da FT(onde tem Internet wireless) era aberta 24hs. Daí eu tive a idéia GENIAL de ir para a UnB de madrugada fazer meu trabalho.

//Aqui cabe uma nota do Japa: Pra quem não sabe, o Luan mora deveras longe da UnB, tipo uns 25-30 Km. Portanto não é uma coisa que eu faria na mera esperança de achar alguma coisa aberta de madrugada...

Ok, lá fui eu para a UnB sozinho às 3 da manha. Chegando lá, portões do nosso querido minhocão fechado, e só tinha um segurança lá, perguntei se podia ir laboratório, e ele me falou que só funciona 24hs se solicitado com antecedência. Bem, plano A dando errado fui para FT. Chegando na FT, portões fechados também. Me senti muito burro, trancado no lado de fora da UnB de madrugada.
Mas nem tudo estava perdido, lembrei da casa do Limongi (a casa dos desconsolados da mecatrônica). Mas Limongi estava na casa da Bia, farreando com os outros moleques da meca, o que era exatamente o que eu queria estar fazendo naquele momento. Liguei para ele, e ele me falou que só chegava umas 4hs.
Então subi para frente do bloco dele e fiquei esperando dentro do carro, na parte de trás, escutando um som, dando aquela relaxada!
Algum tempo depois chega o Limongi com o Japa. Falei: “Japa, entra aí para a gente estacionar o carro decentemente”. Fui dar partida, e o que aconteceu? NADA. A bateria morreu de vez, por causa do som ligado. Então o Japa na sua grande predisposição me ajudou a estacionar porcamente o carro na vaga! E o Japa disse: “Luan, amanha você me acorda para a gente tirar esse carro daqui. Mas Luan, é serio, me acorda.”

//Outra nota do Japa: Como o próprio Luan disse, o Japa estava na farra. Então, em própria defesa, eu digo que estava muito doido. Até ajudei ele a empurrar o carro, mas pra mim que não tava mal estacionado mesmo não (ahuehuaehuaheuhae). E também não lembro de ter falado pra ele me acordar.

Bem, lá fui eu fazer o meu relatório. Deu 8hs, fiz um relatório meia boca, mas era melhor do que nada, enfim meus problemas tinham se resolvido ...tão ingênuo.
Era hora de ir para a aula, então fui acordar meu amigo Japa para reviver minha bateria.
Cheguei no quarto, chamei uma vez, nada! Chamei duas nada! Eu pensei: “Acho que vou a pé mesmo”. E ficou lá o carro estacionado porcamente.

// Japa: Nunca que eu ía acordar...

Fui para a UnB, para aula de circuitos digitais, minha dupla faltou, fiz com outra dupla o trabalho, faltando dez minutos para acabar a aula, o computador reinicia e a gente perde todo o trabalho da aula. Eu tinha uma leve impressão de aquele não era dos meus melhores dias.
Chegando na outra aula o Limongi me liga: “Luan, acho que você levou uma multa, e o pessoal aqui do condomínio ta meio muito puto com esse carro mal estacionado”. Eu pensei, bem, talvez eu não tivesse levado a multa ainda, afinal o Limongi não tinha confirmado nada, era só suposição.
Sai da aula, até rindo de como o dia tinha sido estranho e como eu era azarado, mas que isso faz parte.
Chegando no Limongi, vi um milhão de papeizinhos no meu parabrisa, com xingamentos, multa e etc, sem contar a cara feia de cada morador que passava por ali. Era só eu ir embora e eu me livrava desse dia, então subi no apartamento, e acabei enrolando com o pessoal, até que o Limongi desceu para me ajudar a reviver a bateria. Abrimos os capôs dos carros, e antes de conectar as duas baterias eu tentei ligar o carro, e o que aconteceu? O carro milagrosamente deu partida, e eu como bom aluno de engenharia e conhecedor de carros desliguei o carro, afinal ele tinha dado partida, por que não o faria de novo? Limongi já ia subindo de volta, eu tentando dar partida no carro, e nada aconteceu! Lá vai eu gritar o Limongi de novo, abrimos os capôs do carro, conectamos as baterias, e minha chave ligando o carro. De repente a porta do carro fecha, e detalhe com a chave dentro, e para melhorar, a porta fechou e o carro trancou por dentro automaticamente. Ali foi o fim da picada!! Estava gritando no meio da quadra, de tanta revolta!
Liguei em casa: “Mãe, você sabe da chave reserva do Ka?. Minha mãe: “Eu não sei de nada não, você é um irresponsável, não cuida desse carro direito e bla bla bla”, sabe, tudo aquilo que eu precisava ouvir naquele momento.
Lá vou eu atrás de um chaveiro, e o pessoal consolando: “Relaxa, fazer outra chave não deve ser mais de R$20,00”. Cheguei no chaveiro e ele me fala: “R$70,00”. A crise de azar mais cara da minha vida!
Fomos lá, ele tentou e tentou, de repente minha mãe me liga falando que achou a chave. “Ótimo, um problema a menos”.
Minha mãe chegou abri o carro e já fiz a “chupeta” para reviver a bateria. Minha mãe: “Luan, passa no Procon, lá no Guará para fazer a reclamação da internet”.
Lá vou eu para o guará, chegando no prédio suposto do Procon, estacionei o carro, e acabei descobrindo que o Procon tinha mudado para a administração. Voltei para o carro, tentei ligar e.... nada aconteceu. Lá vou atrás de uma alma caridosa para compartilhar cargas de bateria para o meu lascado carro. Depois de pessoas fugindo com medo ou só indispostas a ajudar, um cara me vem com uma bateria de carro. Bem, depois de o carro ressuscitado novamente, fui para administração do guará. Fui no Procon, e o cara de enrolação comigo, e que eu tenho quase certeza que tava MSN, porque ele digitava várias coisas que eu não era capaz de ver e começava a rir, mas contidamente.
Sei, que depois de pescar esperando o picareta resolver meu problema, saí para o meu carro semi-morto que logicamente não consegui dar partida. Depois de encontrar outras almas caridosas, revivi meu carro e fui para casa. Querendo descansar e me livrar desse dia maldito.
Fui para casa, e fiquei curtindo a minha fossa de dia ruim, com cara de poucos amigos.
Resolvi testar a Internet, e quando liguei ela estava de volta. “Minha sorte enfim está mudando”. Então Limongi me fala: “Tem um tempão que eu to tentando falar com você, vamos sair”. Eu: “Claro, é tudo que eu preciso hoje, para esquecer esse dia, mas não sei se vai dar, a bateria do meu carro ta uma bosta, e ele vai me deixar na mão de novo”. Limongi: “Liga p/ Archimedes, que ele te busca aí”.
Liguei para o Archimedes, que ficou enrolando com um papo de que ia para o bingo e que talvez não fosse com os mlks, mas que se fosse me ligava.
Limongi: “Luan, o Archimedes é lerdo, liga para ele de novo”. Eu: “Cara, não vou ligar, o cara ta me fazendo um favor, se fosse comigo e pessoa ficasse ligando toda hora eu ia ficar puto”. Limongi: “Liga de novo para o Archimedes”.
Passa 20hs, passa 21hs, passa 22hs e vi que o Archimedes não ia mesmo ligar. Dormi griladíssimo porque acabei não saindo.
Mas o que aconteceu na verdade, estava Archimedes com o pessoal, e alguém começa a contar a minha grande historia do dia, e isso dá um lapso na memória do Archimedes: “Não acredito, esqueci o Luan!”.
Serio, eu mereço isso?!!
Ta aí meu relato, não sei se vocês acreditam em sexta feira 13, mas depois desse dia eu acredito!

sábado, 9 de agosto de 2008

Uma nova singela mensagem...

Para um amigo meu:
Às vezes, ser homem é largar o orgulho de lado
e admitir a fraqueza.

E dessa vez não vou falar "Essa foi pra ninguém... e pra todo mundo".