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quinta-feira, 24 de maio de 2018

31 anos

"Tenho medo do futuro
Tenho medo dos meus pais não viverem o bastante para verem meus filhos
Tenho medo que meus show será um fracasso
Tenho medo que minha namorada não fique grávida no exato momento que queremos
Tenho medo que eu nunca vou atingir meu potencial verdadeiro
Tenho medo que ela ainda ame aquele cara"

Não fui eu quem escreveu o bilhete e a letra não é minha, é de uma pessoa famosa. Não representa exatamente o que eu penso ou sinto no momento mas, quando foi postado no Instagram, muitos disseram que estava depressivo ou que era suicida.

Semana passada fiz 31 anos. Procurei comemorar cada dia pelo menos um pouco, do meu jeito, por uma semana. Minha vida não é perfeita, nem do jeito que eu gostaria exatamente. E também tenho medo de coisas no futuro. Ainda assim, tá tudo bem, porque a vida é assim.

Quando a gente posta qualquer tipo de coisa, coisas boas ou ruins, pessoas julgam, sentem vergonha alheia, inveja, o que seja. Sempre há quem julgue. Pra quem é famoso, como o autor do bilhete, deve ser ainda pior. Porque pessoas famosas, teoricamente, tem vidas boas e maravilhosas. Porém, mesmo elas tem problemas e inseguranças. Todo mundo tem.

Não tô aqui pra dar lição de moral ou dizer que as pessoas são hipócritas. E não quero criticar o ambiente das redes sociais, porque isso já é clichê. Só queria dizer que, assim como há pessoas que julgam, se você tá mal ou com algum problema, sempre tem pessoas para escutar e ajudar. E, de vez em quando, a gente precisa sim ouvir coisas boas, um apoio moral ou ser ajudado. Então, sei lá, só queria deixar uma mensagem positiva aqui. Aproveite a vida, busque coisas boas, seja feliz.

Por fim, fiquei sabendo por acaso de um PM chamado Rayrisson, foi atacado e ficou cadeirante, e resolvi ajudar. Não conheço ele pessoalmente, mas o link da vakinha dele é:
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/adaptando-se-a-uma-nova-vida
Se não puder ou não quiser ajudar ele, tem outras pessoas que precisam da sua ajuda também e acho que não custa muito fazer algo assim pelo menos de vez em quando.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Metas pessoais para 2018

- Continuar tentando ser uma pessoa melhor
- Continuar tentando ser menos burro
- Continuar cultivando meus próprios valores
- Voltar a ter uma visão mais simples da vida
- Cultivar sentimentos positivos
- Praticar aceitação, desapego, compaixão e selflessness
- Ser mais disciplinado
- Ter mais humildade

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

O que eu aprendi em 2017

Aprendi que a vida pode ser plena.
Aprendi que a vida pode ser vazia também.
Aprendi que não preciso estar motivado pra fazer grandes coisas.
Aprendi que posso me superar.
Aprendi a me reinventar.
Aprendi a gostar de mim.
Aprendi a olhar mais pra mim mesmo e menos para os outros.
Aprendi que não estou sozinho.
Aprendi que tenho muitos amigos e que tem muita gente que gosta de mim e que me apoia.
Aprendi que a vida é cheia de defeitos e é isso aí, tem que lidar com isso.
Aprendi que ter objetivos e metas é importante e que um objetivo não pode ser algo que se considera opcional.
Aprendi que coisas são passageiras, mesmo aquelas que achamos que estão escritas em pedra.
Aprendi a perdoar.
Aprendi que tenho muito a melhorar.
Aprendi que um ponto de vista é só um ponto de vista.
Aprendi a ser menos burro.
Aprendi a ter menos expectativas.

É isso. Que 2018 seja pior para que eu seja melhor ainda.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

I wonder... What am I doing? What has changed?

Hoje senti como se estivesse meio perdido na vida. Não foi a primeira vez, nem vai ser a última. Tampouco sou o único a me sentir assim. Vários já relataram e interpretaram esse sentimento. Contudo, acredito que a sabedoria de vida ensina que nem tudo que há e que acontece necessita ter um propósito como imaginamos. Aprender a lidar com esse sentimento significa tornar-se mais sábio. Não só lidar, mas aceitar e até gostar. Porque, se por um lado, estamos perdidos, quer dizer também que estamos livres para deliberar sobre nossos caminhos e nossas escolhas.

"Quem manda em mim, quem me amarra, quem me controla também me seduz. Quem me dá liberdade me joga num vazio difícil de ser preenchido."

Esse vazio chamado liberdade... Muitas vezes optamos por nos prender a algo, numa espécie de servidão voluntária, para não sentirmos o vazio existencial e a angústia de tomarmos decisões que implicam, necessariamente, em perdas. Inclusive fazemos isso quando assumimos para nós uma certa identidade. Buscamos essa segurança e colocamos a culpa no "eu" como se falássemos de outra pessoa, pela qual não temos responsabilidade. "Não tenho culpa se sou impulsivo, se sou nervoso, se sou irritado."

Ultimamente, tenho me observado mais e aprendido a lidar melhor com meus sentimentos e pensamentos. O mundo me alegra e me entristece sem que eu tenha controle sobre isso. Mas, no fundo, o que mudou de verdade? Quase nada... Apenas uma súbita realização da minha própria ignorância, à medida em que tomo conhecimento e interajo com as coisas que me cercam.

E, por fim, tenho conseguido me alegrar, mesmo com a minha própria tristeza, justamente por ser uma tristeza auto-consciente, a qual eu aceito, vejo como parte da minha existência, e de mim mesmo. Alegro-me também por saber que a tristeza, por pior que seja, assim como a vida, é passageira.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Amor fati

“I am the happiest man alive. I have that in me that can convert poverty to riches, adversity to prosperity, and I am more invulnerable than Archilles; Fortune hath not one place to hit me.”
― Thomas Browne

Minha armadura é de ferro
E meu coração é de pedra
Resiliência ou desapego?
De qualquer forma, o acaso não tem um só lugar para me atingir
O vazio existencial, o tédio e a angústia não me incomodam e nem me entristecem
Sou apenas aquilo que posso ser
O mundo é apenas aquilo que pode ser
Amor fati
Shitaka ga nai

“Não importa o que a vida fez de você, mas o que você faz com o que a vida fez de você.”
― Jean Paul Sartre

terça-feira, 5 de abril de 2016

Quis sum ego?

Não sou X ou Y
Não sou verde ou azul

Olho no espelho e não me vejo
Não me vejo porque não estou lá
Só há o outro, projeção do meu ser e dos outros
Sombra e ilusão

Não me reconheço no mundo, me distancio
Alheio aos prazeres, dores e sabores

Quis sum ego?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Ainda estou vivo

Estou triste
Quero chorar, mas não consigo
Minhas lágrimas já secaram
No fim das contas, acho que sempre foi assim
Até que ponto sou humano?
Até que ponto me importo com as coisas?
Onde está o ponto de equilíbrio?

Vários antes de mim já disseram:
"Só se morre de tristeza"
Ainda estou vivo

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Regressão

A vida é engraçada, não se trata de evolução linear.

Praticamente toda pessoa que vive adquire uma biblioteca de conhecimentos em sua cabeça. Por ano, várias bibliotecas se perdem com a morte das pessoas e vários conhecimentos específicos se perdem.

Mas enfim, nem tudo que se aprende é pra sempre. Certas lições importantes são apagadas com o tempo. Esquecemos, desaprendemos. Não é necessariamente um defeito. Às vezes precisamos desaprender certas coisas para aprender outras.

A impressão que tenho é que estive regredindo em alguns aspectos nos últimos 1~2 anos. Me tornei uma pessoa mais orgulhosa, impaciente, rancorosa, descontrolada, indisciplinada, obsessiva e desaprendi lições valiosas. Passei por coisas e reagi de maneira totalmente inesperada, de uma forma que nunca me imaginaria fazendo. Não consegui me reconhecer nas minhas próprias atitudes e perdi o controle em alguns instantes.

Agora, com a mente mais tranquila, eu consigo ver as coisas mais claramente. Coloco aqui, como exemplo, dois vídeos que me ajudaram a me enxergar novamente. São vídeos que vi há alguns anos, mas que recentemente tive que rever para relembrar.

https://www.youtube.com/watch?v=3VpM5EgNuCY
https://www.youtube.com/watch?v=OWYovDRt8tI&feature=youtu.be&t=336 (possui legendas, basta ativar)

Nesse período recente da minha vida, desaprendi a me observar. Desaprendi a olhar para dentro, focar na forma como vejo o mundo e reajo diante dos acontecimentos. Passei a voltar meu olhar para fora. Ao nos observar, conseguimos perceber nossos defeitos e criar auto-controle quando sentimos que algo vai mal.

Outra lição a relembrar: "shikata ga nai". "Shikata ga nai" é uma frase em japonês que significa algo como "não há nada que pode ser feito". De certa forma, na opinião de alguns, reflete o aspecto da cultura japonesa de aceitação e submissão. Mas há sabedoria nessa frase. Há coisas no mundo que não podemos controlar e sobre as quais nada podemos fazer. De que adiantaria se frustrar então? O que não se pode mudar, aceita-se. Por momentos, esqueci dessa lição de aceitação. Isso se aplica em particular ao passado. "O que acontece é real. O que você pensa que deveria ter acontecido não é". Simples assim.

Uma outra questão relacionada à aceitação, porém, mais específica, trata-se de aceitar as pessoas. Achei que o mundo me devia alguma coisa e fiquei esperando por certos comportamentos das pessoas. Mas, não, o mundo não me deve nada e eu não posso cobrar das pessoas mais do que elas podem me dar. Todos tem suas limitações e reconhecer isso, às vezes, é difícil. Sempre esperamos que as pessoas vão agir da mesma forma como agimos com elas, mas isso é ilusão. Sempre cobramos das pessoas o que cobramos de nós mesmos, como se fôssemos padrões de como o ser humano deveria ser ou agir.

A última coisa: felicidade vem de dentro. Não há ninguém no mundo que pode me fazer feliz que não seja eu mesmo. Se eu não estou bem, então nada ficará bem também. Por isso a forma como eu me vejo e como eu vejo o mundo é tão importante. Por isso é tão importante olhar mais para dentro e esperar menos do mundo. O modo como você conta uma história e o modo como você reage diante de uma situação diz mais sobre você mesmo do que sobre o contexto em si. É necessário mudar.

Dizem que em alguns casos é importante dar um passo para trás para dar dois para frente. Normalmente não acredito em clichês ou fórmulas prontas. Estou dando meu primeiro passo agora. Já começo a me sentir uma pessoa mais tranquila e equilibrada. Veremos se haverá um segundo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Culpabilidade

Finally, my guilt has lifted.

Normalmente, eu posto textos vagos e gerais, mas desta vez eu queria falar de algo mais pessoal.

No meu último namoro, eu estava insatisfeito e tomei a decisão de terminar. Antes, eu me achava um cara forte. Não importava o tamanho da tristeza, eu aguentaria. Terminei, passaram-se alguns dias, e vi que ainda gostava dela.

Comecei a ficar mal. Em alguns momentos, tive vontade de arrancar o coração pela boca. E descobri que não era tão forte assim. Eu também posso sangrar. E muito. Em alguns momentos, achei que não iria suportar.

Ela ficou bem magoada com o término. Não só com o término, mas com a forma que eu a tratei no final e com erros que cometi durante o namoro. E eu entendia o lado dela. Realmente me arrependi de certas coisas e pedi desculpas mil vezes. Me rebaixei, minha auto-imagem foi para o lixo.

Tentei me esforçar ao máximo para conseguir o perdão dela, extinguir as mágoas e seguir em frente, sem culpa. Porém, não estava conseguindo de maneira alguma.

De repente, algo ocorreu. Não vou entrar em detalhes, mas percebi algumas coisas. Por eu ter escolhido terminar e cometido erros no passado, senti que o peso de tudo que ocorreu caía sobre mim. Eu buscava desperadamente o perdão dela, mas não reparei que, no fundo, não era disso que eu precisava. O que eu precisava, mais do que tudo, era me perdoar. Só assim, eu conseguiria ficar com o coração leve e continuar minha vida. E foi isso o que ocorreu.

Muita gente diz que é impossível terminar um namoro bem com a outra pessoa. Das vezes que passei por isso, acho que não fui tão bem sucedido, apesar de tentar e me esforçar. Espero não haver uma outra oportunidade, mas eu ainda quero acreditar que, sim, é possível terminar bem.

É estranho como certas circunstâncias fazem com que fiquemos cegos. A imagem dela, para mim, continuou impecável após o término. Apesar de saber que as coisas não são assim, eu, no meu coração, não conseguia dividir o fardo dos acontecimentos com ela. Fiquei preso, acorrentado a essa ilusão e não conseguia ver o mundo de forma diferente.

As coisas mudaram agora. Ainda sinto uma dorzinha pelo que passou, mas não sinto mais culpa. Aprendi bastante com tudo e espero ter me tornado uma pessoa melhor. Em dado momento, achei que tinha chegado ao meu limite. Porém, é nessas horas que a gente mais cresce.

Aprender a me perdoar, mesmo achando que havia feito o mal, foi uma das coisas mais difíceis que fiz até hoje. Ainda que substituamos uma ilusão por outra, a "verdade" é relativa. Às vezes é uma questão de sobrevivência escolher aquilo no que acreditamos. No final das contas, acaba sendo uma "mentira" boa.

Agora já posso dormir tranquilo.

domingo, 10 de agosto de 2014

Observe, Pense, Aja e Reaja

(Post original de 2010 que eu recuperei e editei. Queria lembrar o porquê da revolta na época...)

Fuja do óbvio. Seja autêntico. Faça o que gosta e o que tem vontade. Tenha bom gosto. Faça as coisas certas. Seja uma pessoa legal. Liberte-se. Corra atrás da felicidade. Seja paciente. Não se deixe ser passado para trás. Lute. Ofereça a outra face. Obedeça às regras. Tenha disciplina. Seja competente. Blá blá blá.

Às vezes é cansativo viver entre pessoas. Cada um tem uma concepção de vida e tem uma opinião de como deve ser o mundo.

Claro, simplesmente não dá pra atender às expectativas de todos, mas também não podemos ser egocêntricos e esquecer que vivemos em sociedade, fazer o que quisermos e tacar um foda-se bem grande para tudo.

A verdade é que estamos em uma prisão sutil e silenciosa e, como disse Sartre, "o inferno são os outros".

Por vezes dá vontade de fazer alguma loucura e jogar tudo pro ar.
Qual é a solução? Encher a mente de coisas para esquecer das faces desagradáveis da realidade? Tomar um veneno e dormir pra sempre? Ou talvez se rebelar contra tudo e contra todos?

"Cansei de ser eu mesmo por hoje. Amanhã serei alguém diferente."

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Temas universais

Tenho um sonho de um dia escrever algo que seja universal
Gostaria de falar sobre algo que seja comum a todas as pessoas, sem exceção
A única coisa que imagino que possa se aproximar disso seriam sentimentos
Porém, sentimentos são complicados
Prefiro falar sobre a gravidade que nos cerca

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ouça seu coração

Alguns dias atrás eu estava diante de uma decisão importante na minha vida. Então resolvi perguntar a opinião de um professor, da minha tia e do meu pai. Eu iria ouvir o que cada um pensava, ía dar uma refletida no assunto e chegar a uma conclusão por mim mesmo.

Cada um disse os prós e os contras que achava de cada alternativa, mas minha tia deu o melhor conselho que eu poderia esperar de alguém: "Escute seu coração, siga seu coração".

E assim eu o fiz. Falei com meu coração, no entanto, obtive o silêncio como resposta. O que foi um tanto quanto surpreendente para mim, mas a explicação é simples. Deixando as metáforas de lado, às vezes na vida nós nos preocupamos tanto com as vantagens e desvantagens em fazer as coisas que acabamos nos esquecendo da nossa própria felicidade. Será que estamos realmente fazendo algo que gostamos?

Eu acabei deixando-me levar pelo fluxo da vida, parei de "conversar" com meu coração, a ponto de não saber mais o que eu realmente gosto de fazer, o que eu realmente quero nesta vida. Acho que é a hora de voltar a arriscar um pouco e encontrar meu caminho.

Por fim, eu queria deixar uma reflexão do Flávio Siqueira que eu acho que é apropriada:

"Até que ponto você tem construido seu caminho sob a sombra do medo?"
"Até que ponto você age ao invés de reagir?"

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Quem me entende?

Entender as pessoas é complicado.

Fiz um teste no Twitter um dia desses chamado "Quem te entende?". O resultado, pra minha surpresa (supresa sim, porque apesar de ter um fundo de verdade, eu não esperava que um quiz de Twitter fosse me falar isso), foi "Ninguém. Ninguém te entende".

Tá, é uma resposta meio exagerada, mas acho que pra me entender é preciso fazer um esforcinho a mais em um certo sentido.
Não que eu seja uma pessoa realmente complicada, eu até que tenho o pensamento reto.
Eu acho que o problema é que sou muito volátil. Mudo de pensamento e de humor como quem muda de roupa.

Mas acho que o mundo é assim mesmo, nada é absoluto, tudo é relativo, e eu vou mudando junto com todo o resto.
A única coisa que a gente não deve mudar mesmo são os princípios e o que é importante pra gente, não?

domingo, 13 de dezembro de 2009

Escolhas

Aiming for the best. I'm sorry, but I just don't care much for the rest.
I simply gotta do what I have to do.

Me pergunto o quanto vale a pena trocar certas coisas por algo que se quer.
Algumas vezes é bom dar um tempo e sumir do mundo. Apenas para perceber o quão são importantes as coisas que deixaríamos para trás.
Porque, no fundo, o valor das suas escolhas é o valor daquilo que você tem que largar para correr atrás do que sonha.

Estou o tempo todo fazendo as escolhas erradas. E o pior é que eu não consigo me importar com isso.
Acho que sou mesmo uma pessoa desleixada. Preciso parar com isso seriamente.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Eu

Tentar me definir é uma das coisas mais difíceis pra mim, porque se torna muito confuso às vezes.

Descobri que sou uma pessoa que segue com fidelidade certas regras e leis. Não gosto de problemas. Gosto da vida fácil. Não gosto me arriscar. Gosto do que é seguro. (Acho que grande parte das pessoas apresenta esse sentimento em diferentes níveis.)
Nesse quesito me vejo como uma pessoa com longos braços, mas que muitas vezes os encolhe com medo de colocá-lo no fogo. Algumas vezes me sinto uma pessoa medíocre. E muitas vezes tenho ódio pois acabo não fazendo o que acho que deveria fazer.

Em oposição ao equilíbrio que busco em relação às minhas próprias coisas, gosto de ver o caos ao meu redor. Confesso que gosto de ver o circo pegar fogo. Gosto de assistir os limites, de apreciar os extremos. De ver o bem e de ver o mal também.
Nesse quesito eu me vejo como um voyeur dos desequilíbrios vida. Sou uma pessoa hipócrita e, de certa forma, vil.

Mas nas pequenas coisas, naquelas em que sinto segurança e em algumas outras, eu busco o senso de ser diferente. Lugares comuns me incomodam. Como a maioria das pessoas, gosto da idéia de me sentir único e incomum. Gosto do que é ligeiramente errado, gosto do contra-senso. Gosto de nadar contra a correnteza. Gosto de me sentir desafiado. Gosto, acima de tudo, da liberdade. Tenho vontades e vontade de realizá-las.
Além disso, também tenho facilidade em me viciar em certas coisas. Perco facilmente o controle.

Acho que sou uma pessoa cheia de defeitos como qualquer outra, mas admitir isso e se mostrar vulnerável é complicado, e poucas pessoas o fazem. Mas também tenho qualidades, é claro.

Me considero racional e correto. E, até certo ponto, sou confiável.
Fora isso, não sei, deixo pros outros descobrirem.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Dia do Gari

Dois dias atrás, eu estava aqui quando interfonaram em casa e minha mãe atendeu. Era um cara pedindo dinheiro dizendo que era o Dia do Gari e se ela não podia contribuir. Infelizmente, antes que eu sequer chegasse a falar alguma coisa, minha mãe jogou os 5 reais pela janela. Lamentável...

Mas então, alguém aí sabe qual é o Dia do Gari sem googlear?
Pois é, eu sei, ahahaha. E por que sei disso?

Desde que me entendo por gente, todo ano quando comprava a agenda do colégio, vinha escrito em destaque (tá, não tanto assim), no dia do meu aniversário, 16 de maio: Dia do Gari. Eu, menino que era, sempre fui complexado com isso. Podia ser até o Dia do Diagramador, do Soldado Desconhecido, do Trovador ou então do Citricultor que eu acharia mais legal. Até porque sempre vem à mente certas frases instintivamente: "Ah, ele nasceu no Dia do Gari, então vai ser gari", sem querer desmerecer esses nobres trabalhadores, afinal de contas, sem eles, nossa vida seria uma verdadeira porcaria.

Mas então, se vocês prestaram atenção, 25 de janeiro NÃO é o Dia do Gari. Em outras palavras, minha mãe foi ludibriada, roubada, enganada por um mendigo qualquer.
É incrível como hoje em dia abusam da boa fé das pessoas.
Portanto, da próxima vez que vierem pedindo dinheiro afirmando ser o Dia do Gari, se não for 16 de maio, ignorem. ¦D

Tente viver uma vida sendo legítimo consigo mesmo. Chore, grite, ria, mas não minta para si mesmo, pois o pior que pode acontecer é você acreditar.

Acordei um dia desses com essa frase na cabeça. Será que a vi em algum lugar?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Desejos

Semana passada fui sacaneado pelo comércio (ou pelos 'estabelecimentos comerciais' como contei a alguns).

Primeiro, marcamos de tomar um sorvete no McDonald's porque tava uma tarde quente, infernal, e eu tava com vontade de tomar um daqueles McFlurrys de Twix. Não sei se vocês já provaram, mas é deveras gostoso. (Bom, tem gente que não gosta, mas foda-se.)
Cheguei no Mc antes e fiquei esperando os caras, que demoraram pra caralho. E quando chegaram, fomos pedir o tal sorvete, só que a mulher falou que a máquina estava quebrada.
Nessa hora, eu fiz um sonoro "O QUÊ???", só que foi meio overreacted creio eu, porque a mulher tomou um susto e um dos meus brothers falou: "Cuidado, ele vai te bater..."
- O QUÊÊÊÊ!!??? COMO NÃO TEM SORVETE!?

Mas o mais bizarro é eles falarem que milkshake tinha porque a máquina NÃO é a mesma. Alguém já viu os milkshakes do McDonald's? Vocês já perceberam que o milkshake de coco nada mais é que sorvete de baunilha batido com leite e coco ralado? E que o milkshake de flocos é feito com sorvete de baunilha e bolinhas de chocolate? Por que diabos iriam precisar de uma máquina diferente!?
Recolhendo minha indignação, decidi não tomar nada, enquanto os caras pediam os tais milkshakes. Essa foi a sacanagem do dia.

Mais tarde, durante a noite, sonhei com Coca-cola. Não sou daqueles viciados que tomam Coca-cola insanamente todo dia, mas de vez em quando bate uma vontade. E nesse dia bateu.
Chegando na universidade, fui à lanchonete e advinhem? Não tinha Coca. E assim começa a jornada. Saindo de lá, eu e um brother fomos ao comércio. Passamos por um Giraffas, que é uma rede de fast food aqui de Brasília, mas, excepcionalmente, estava fechado. Só que Giraffas nunca fecham perto da hora do almoço! É a hora que eles ganham mais dinheiro, po.
Passamos então no supermercado que havia ao lado, mas só tinha Coca quente. Parece que a Coca ía ficar pra hora do almoço.
No restaurante que escolhemos, sentamos, pedimos a comida e, na hora de pedir o líquido escuro tão desejado e esperado, o que o garçom me fala? "Só tem Coca Zero."
- O quê!?
- Só tem Coca Zero.
Era sacanagem demais pro meu gosto. Resultado: acabei ficando na cerveja. É... não foi tão ruim assim porque ela tava muito boa, bem gelada. ¦D

Desencanei da Coca e voltei na idéia do sorvete. Aquele mesmo McDonald's ainda tava quebrado então tivemos que fazer uma viagem pra chegar na loja mais próxima e tomar, finalmente, o McFlurry. Ao menos isso, porque quando voltei à universidade, já tinham reposto as Cocas. Mas aí também não quis mais.

Esta semana sonhei com chocolate branco e com sorvete e picolé da Kibom. Já zuaram falando que to grávido e que meu filho vai nascer com cara de Coca-cola.

Desagradável.

PS: Troquei o layout, mas ainda não é o que eu quero, apesar de estar melhor. Esse é um dos layouts padrões do blogspot, mas quem disse que gosto de padrões? Quem sabe quando eu voltar de viagem eu não mude de novo... Vai depender se eu não procrastinar.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Questões jurídicas

Nessa última semana tive um sonho estranho.
Não lembro muito bem do contexto, só sei que terminei caindo no braço com um cara.
Depois de bater muito nele, sai arrastando ele pelo meio da rua, um carro veio, passou por cima dele e cortou ele em dois.
Meio que acordado já, veio a dúvida: se você briga com uma pessoa e depois de dar muita porrada nela você chama a ambulância, será que você é menos penalizado por isso?
Tipo quando você atropela alguém e presta socorro?

Ó o fogo!

Sábado passado aconteceu algo desagradável.
Tinha acabado de chegar da rua e fui tomar banho.
Minha mãe já tinha me ligado no mesmo dia avisando que o chuveiro tava meio ruim e que era pra tomar cuidado. Pensei: "beleza, só não demorar."

Entrei lá, comecei a me lavar e tal, e logo percebi o barulho anormal previsto por dona Helena. Intimidado pela situação e por instinto, cheguei a conclusão que não era uma boa continuar e que aquilo ía dar merda.

Dito e feito. Desliguei o chuveiro, saí do box e fiquei olhando pra ele.Mesmo depois de desligado, o barulho continuou e, aliás, foi piorando. Até que lembrei da outra coisa que minha mãe falou: "Se der merda, fecha o registro que fica fora do box." Não foram bem essas palavras que ela usou, mas foi a maneira como eu entendi na hora.
Imediatamente fechei a torneira do registro e olhei de novo. O barulho continuava e agora começava a sair vapor branco do chuveiro.

Se não tinha batido o desespero até o momento, essa foi a hora.
"Eita porra! Fudeu!"
Comecei a girar a torneira do registro pra um lado e pro outro e nada.
"Caralho, num é possível que num sei fechar um registro, essa porra tá quebrada!"

Corri pra porta do banheiro e comecei a rezar. Ainda mais porque tinha percebido que a fumaça branca não era vapor d'água e sim fumaça de coisa queimando! (Obviamente, né?)
"Se pegar fogo, eu chamo os bombeiros," pensei.
E fiquei só olhando, na expectativa.

Como que respondendo a essa expectativa, a situação fez foi piorar. De repente, o chuveiro começou a ficar vermelho, cada vez mais vermelho por dentro, até que chegou a ficar incandecente.
"Pronto, fudeu de vez, vai pegar fogo, vou chamar os bombeiros."
Nessa hora, a cena que eu via era mais ou menos essa:Um banheiro cheio de fumaça branca e um chuveiro vermelho incandecente.

Mas, pra minha "sorte," do mesmo jeito que começou, terminou. Do nada, o chuveiro apagou, parou de soltar fumaça e voltou ao normal.
Por outro lado, desagradável mesmo não foi o ocorrido e sim as conseqüências. Acabou que tive que tomar banho gelado por três dias seguidos. Pior ainda quando era à noite.

O bom é que minha mãe mandou trocar o chuveiro logo. Obrigado, dona Helena! o/

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Finally férias

(Homenageio este post ao brother Piauí a pedidos do mesmo.)

Engenharia de controle e automação já me fez perder o controle faz tempo.

Como bem dona Helena me lembrou esses dias, rapadura é doce, mas não é mole não. "Ah, vo passar em mecatrônica aqui, me formar, pegar um emprego massa e ficar rico." Aheuaheuhae, tipo isso...A sensação que eu to é de ter passado as últimas 4 semanas no inferno e que agora estou no céu. Muito bom estar de férias.

Lembranças de uma última semana de algo que poderia se chamar de quase desastroso:

Segunda tinha uma prova às 8h da manhã. Passei sexta e sábado anteriores o dia todo ajudando tiozão com o trabalho dele. Chegou domingo, tava pregado, dormi o dia todo. De noite fui para casa do Limongi fazer trabalho. A intenção era essa, mas fiquei de merda e acabei ficando só olhando. Mas não durou muito porque chamaram pra comemorar o aniversário do Ivan no bar. Eu nem ía não, acabaram me arrastando e terminei bebendo também. E acho que foi uma das melhores coisas que rolou, porque eu tava num stress cabuloso e, pelo menos por um momento, deu pra relaxar. Ficamos até 00:30 lá, quando decidimos sair pra comer.
Cheguei meio tonto em casa por volta de 01:30, sem ter estudado nada, e o que eu fiz? Dormi (eita preocupação com a prova...). Mas não sou tão irresponsável assim. Contra todas as possibilidades, acordei 5h da manhã sem despertador nem nada, só na pressão mesmo. Estudei o que deu e fui.
Pior que isso só nesse mesmo dia, quando passei a tarde toda jogando Donkey Kong 3, mesmo com um trabalho e uma prova pro dia seguinte. Não descansei e não fiz nada de útil. Estudar se tornou um negócio quase impraticável nesse final de semestre. Deu o que tinha que dar.
Preciso me formar logo.

(Imagem sugerida pelo brother Raphael)