Nesta noite, sonhei com você novamente
Mas foi um sonho bom, agradável, gostoso
Um sonho banhado pelas cores do outono
Sob as várias centelhas iluminantes do shopping
Andávamos em um pequeno grupo de amigos
E nos divertíamos como jovens que somos
Sem saber se era dia ou era noite
Acordei ainda inebriado pela tranqüilidade do sonho
E, percebendo que estava só, sozinho, solitário
Estiquei meus braços tentando encontrar algo que não estava lá
Me perguntei, então, para que seriam os sonhos bons
Para nos animar com pensamentos e sentimentos positivos?
Ou para nos entristecer por aquilo que não temos
E por essas lembranças inventadas que nunca serão verdadeiras?
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Meus Versos
Meus versos não têm rima
Meus versos não têm métrica
Meus versos não têm estrutura
Meus versos têm só palavras
E sentimentos
E nem são bons os meus versos
São apenas versos
Meus versos não têm métrica
Meus versos não têm estrutura
Meus versos têm só palavras
E sentimentos
E nem são bons os meus versos
São apenas versos
Marcadores:
versos
Esta Vida
Esta vida...
Esta vida.
Esta.
Somente esta.
E nessa condição (de ser única), vai para algum lugar?
Ou continua desse jeito mesmo, como está?
Esta vida.
Esta.
Somente esta.
E nessa condição (de ser única), vai para algum lugar?
Ou continua desse jeito mesmo, como está?
Marcadores:
versos
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Foi com a fumaça
Engraçado como quando eu chego bêbado da rua fico postando letras das músicas que eu vo escutando aqui, hauehauheuahe. (No outro dia eu nem lembrava desses últimos dois posts.)
Uns dias atrás tive um sonho engraçado.
Era tipo a historinha de uns maconheiros viajantes.
Uns dias atrás tive um sonho engraçado.
Era tipo a historinha de uns maconheiros viajantes.
Depois de iniciar sua jornada nômade a algum tempo, os maconheiros param para invadir uma casa aparentemente abandonada pra passar um tempo e descansar antes de continuar a viagem.
Eles pulam o portão e chegam no jardim.
A casa tem um quartinho nos fundos, que é separado por uma portinhola de madeira, e a construção principal, que tá cheia de mato crescendo e parece bem abandonada.
Mas antes de arrombar a porta e entrar, ao se aproximar da casa, acontece algo que os faz parar. Frente a eles aparece o fantasma de uma menina pálida, cheia de sangue, e os ameaça:
- Olha, se eu fosse vocês, não invadiria aquele quartinho lá atrás, porque é onde eu estou morta, senão vocês vão se arrepender.
A essa altura os maconheiros já gelaram.
Ela continua:
- E se eu fosse vocês, também não invadiria essa casa, porque é onde a pessoa que me matou vive e ele é pior do que eu. Ele é um demônio e se vocês entrarem, ele vai matar, torturar e queimar vocês.
Então os maconheiros decidem acampar no jardim mesmo e ficar ali fumando a maconha deles. Nisso a fumaça sobe, amanhece o dia e eles decidem continuar o caminho. Sem saber se aquilo foi de verdade ou uma alucinação coletiva, eles vão embora e a fumaça vai junto.
Quando perguntam pras pessoas do local se alguém viu os tais maconheiros, todos negam. Por isso que hoje em dia, quando perguntam "cadê fulano?" e não se sabe, as pessoas respondem "foi com a fumaça".
sábado, 2 de maio de 2009
Samurai
Djavan - Samurai
Aaaaaiii...Quanto querer
Cabe em meu coração..
Aaaaaiii...
Me faz sofrer
Faz que me mata
E se não mata fere...
Vaaaaiii...
Sem me dizer
Na casa da paixão...
Saaaaii...
Quando bem quer
Traz uma praga
E me afaga a pele..
Crescei, luar
Prá iluminar as trevas
Fundas da paixão...
Eu quis lutar
Contra o poder do amor
Cai nos pés do vencedor
Para ser o serviçal
De um samurai
Mas eu tô tão feliz!
Dizem que o amor
Atrai...
Marcadores:
música
segunda-feira, 30 de março de 2009
Gangue do Pit Stop e Maluco do Trote Solidário
Semana retrasada estava na sala, assistindo aula, quando aparece um sujeito na porta e pergunta "Alguém tem um Gol preto de placa tal-tal-tal?"Mas ninguém se manifestou e ele foi embora. Pensei: "Pronto. O maluco do Gol deve ter feito alguma merda..."
Depois, saindo da aula pra ir almoçar com os brothers, vi uma confusão no estacionamento e, logo em seguida, vi o tal Gol preto que o sujeito tinha falado. Sem rodas. Apoiado em um macaco.
Deu vontade de tirar uma foto, mas não deu tempo.
O Gol devia ter umas rodas muito maneras pra robarem desse jeito. E, porra, em plena luz do dia? Que foda esses ladrões, hein...
Mas o melhor veio depois: especulações pós-fato entre amigos.
Primeiro: O que você faria se chegasse no estacionamento e visse seu carro sem rodas?
Algumas sugestões surgiram, do tipo 'correr de um lado pro outro gritando que nem menininha', mas a melhor com certeza foi a do tiozão. "Eu ligava pra quatro brothers e falava: 'Mlk, traz seu estepe aí que eu to precisando'".
Segundo: Como os caras conseguiram roubar as rodas do carro de dia, mais especificamente de manhã, e ninguém ver?
Po, provavelmente eles devem ter sido bem rápidos. Pra isso eles devem ter tipo uma oficina na qual eles ficam treinando, naipe pit stop de Fórmula 1. Imaginando a cena: fica um dos bandidos com o crônometro na mão, enquanto uns outros 2, 3 ou 4 fazem o serviço. "Porra, tá lento. Bora fazer essa merda de novo mais rápido". Eaí eles começam de novo. Só pode...
Já no dia seguinte, tava saindo pra almoçar, dessa vez sozinho, e vejo um maluco correndo no estacionamento da universidade na minha direção. Logo em seguida, ele deixou alguma coisa cair no chão. Parecia uma bermuda azul ou coisa assim, mas não interessa...
Depois de mais alguns metros, quando ele chegou perto de mim, falei:
- Ow.
Mas antes que eu pudesse continuar, ele já foi perguntando, visivelmente apressado:
- Você vai pro trote solidário??
Eu, pego de surpresa, respondi:
- Quê...? Não...
Ele, de novo:
- Você vai pro trote solidário??
- Não, véi... Tu deixou cair uma parada lá. - Aponto pra coisa caída.
Ele:
- Você vai pro trote solidário??
- Não, po.

Nisso, ele se virou, e saiu correndo pra pegar a coisa que ele tinha deixado cair, enquanto eu segui meu rumo tentando processar o que tinha acabado de acontecer.
Depois de rir pra caralho, pensei: "é, e eu que sou o doido..."
quinta-feira, 19 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
Eu
Tentar me definir é uma das coisas mais difíceis pra mim, porque se torna muito confuso às vezes.Descobri que sou uma pessoa que segue com fidelidade certas regras e leis. Não gosto de problemas. Gosto da vida fácil. Não gosto me arriscar. Gosto do que é seguro. (Acho que grande parte das pessoas apresenta esse sentimento em diferentes níveis.)
Nesse quesito me vejo como uma pessoa com longos braços, mas que muitas vezes os encolhe com medo de colocá-lo no fogo. Algumas vezes me sinto uma pessoa medíocre. E muitas vezes tenho ódio pois acabo não fazendo o que acho que deveria fazer.
Em oposição ao equilíbrio que busco em relação às minhas próprias coisas, gosto de ver o caos ao meu redor. Confesso que gosto de ver o circo pegar fogo. Gosto de assistir os limites, de apreciar os extremos. De ver o bem e de ver o mal também.
Nesse quesito eu me vejo como um voyeur dos desequilíbrios vida. Sou uma pessoa hipócrita e, de certa forma, vil.
Mas nas pequenas coisas, naquelas em que sinto segurança e em algumas outras, eu busco o senso de ser diferente. Lugares comuns me incomodam. Como a maioria das pessoas, gosto da idéia de me sentir único e incomum. Gosto do que é ligeiramente errado, gosto do contra-senso. Gosto de nadar contra a correnteza. Gosto de me sentir desafiado. Gosto, acima de tudo, da liberdade. Tenho vontades e vontade de realizá-las.
Além disso, também tenho facilidade em me viciar em certas coisas. Perco facilmente o controle.
Acho que sou uma pessoa cheia de defeitos como qualquer outra, mas admitir isso e se mostrar vulnerável é complicado, e poucas pessoas o fazem. Mas também tenho qualidades, é claro.
Me considero racional e correto. E, até certo ponto, sou confiável.
Fora isso, não sei, deixo pros outros descobrirem.
Marcadores:
eu
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Loucura e Vontades

- Madness? This is SPARTA!!!
Vai dizer que você nunca quis fazer algo assim?
Como tava conversando com o Limongi outro dia, acho que todo mundo tem umas vontades loucas de vez em quando, não?
Tipo quando você tá no carro, segurando o celular na mão e dá vontade de jogar ele pela janela pelo simples prazer de ver o caos e a destruição.
Ou quando tá passando uma pessoa na rua que você nem conhece e nunca viu na vida e te dá vontade de dar um soco na cara dela ou então uma voadora.
Fora outras coisas menores e sem sentido.
Vocês vêem... A distância entre pessoas loucas e pessoas normais é muito pequena.
O que pode diferenciar uma pessoa normal de uma louca é simplesmente o fato de dar ouvido a suas próprias vontades ou não.
Tanto é que muita gente sob certas circunstâncias acaba perdendo o controle e fazendo coisas que não fariam normalmente. Do tipo que pessoas normais não fariam, coisa de gente doida mesmo.
Não vou citar exemplos aqui, todo mundo deve saber alguma engraçada, mas o fato é que vontades todos temos, se temos o autocontrole e se as realizamos ou não é outra história.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Visão Pessimista sobre o Ego
Já perceberam que tudo o que fazemos é exclusivamente voltado para satisfazer nosso próprio ego?Em geral, fazemos as coisas porque gostamos, porque achamos certo ou porque nos trará algum bem.
Mas mesmo nos casos em que somos obrigados a fazer alguma coisa, nos submetemos a fazê-lo apenas porque mentalizamos que há um ganho se fizermos, alguma penalidade se não fizermos ou que é alguma retribuição por ganhos passados. Se vemos que não há nada disso, então por que fazer?
Como já vi alguns dizerem, quando discutimos sobre algum assunto, não estamos interessados sobre a opinião do outro realmente ou em aprender com ele, mas queremos provar que estamos certos para sair por cima, com o ego massageado.
E mesmo que estivéssemos, apenas estariamos por imaginar que esses conhecimentos e/ou informações adquiridas serão úteis, importantes para nós, ou simplesmente porque nos interessa.
Quando fazemos amigos, não queremos amigos que falam o que pensam ao extremo. Ninguém gosta de quem fala a verdade o tempo todo porque isso muitas vezes fere nosso ego, seja por alguma opinião desagradável ou por apontar falhas, erros e defeitos que nos fazem sentir mal. (Mas quem está realmente errado? A pessoa por falar o que pensa ou nós por dar importância pra determinadas coisas?)
Pegando outro exemplo radical, vejamos o caso da solidariedade.
Quem nunca ouviu uma pessoa após ajudar outrem dizer: "A minha maior satisfação é ver a felicidade dessas crianças/dessas pessoas."
Ou então são a favor da preservação da natureza pois estão preocupadas com o futuro do planeta onde seus filhos vão viver.
Empresas, no caso, ganham incentivos fiscais para serem solidárias.
Em outras palavras, pessoas são solidárias simplesmente porque lhes traz satisfação, alívio próprio de consciência ou pra ficar bem na fita.
Poderia-se dizer então que por trás de toda ação e pensamento, há um sentimento egoísta.
Mas voltemos ao título do post, "Visão Pessimista sobre o Ego".
Muita gente vai discordar do que eu escrevi aqui, porém, como disse, isso é apenas uma visão, uma forma particular de ver a realidade que pode estar certa ou não.
Pra quem tem sensibilidade, a vida pode ser muito mais que isso e, pra quem é sábio ou ignorante o suficiente, isso tudo não tem a mínima importância.
Assinar:
Postagens (Atom)
