sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

"Para consertar sua vida...

... o primeiro passo é ter uma vida errada."

sábado, 1 de dezembro de 2012

Sou paradoxo

Eu sou a sensatez insensata
Sou dicotomia
Sou dualidade
Sou ambiguidade
Sou paradoxo
Sou e não sou

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sociedade

O que é a sociedade?
É o racional feito de maneira irracional?
Ou é o irracional feito de maneira racional?
Ou poderia ser o irracional feito de maneira irracional, com pitadas de racionalidade?

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ouça seu coração

Alguns dias atrás eu estava diante de uma decisão importante na minha vida. Então resolvi perguntar a opinião de um professor, da minha tia e do meu pai. Eu iria ouvir o que cada um pensava, ía dar uma refletida no assunto e chegar a uma conclusão por mim mesmo.

Cada um disse os prós e os contras que achava de cada alternativa, mas minha tia deu o melhor conselho que eu poderia esperar de alguém: "Escute seu coração, siga seu coração".

E assim eu o fiz. Falei com meu coração, no entanto, obtive o silêncio como resposta. O que foi um tanto quanto surpreendente para mim, mas a explicação é simples. Deixando as metáforas de lado, às vezes na vida nós nos preocupamos tanto com as vantagens e desvantagens em fazer as coisas que acabamos nos esquecendo da nossa própria felicidade. Será que estamos realmente fazendo algo que gostamos?

Eu acabei deixando-me levar pelo fluxo da vida, parei de "conversar" com meu coração, a ponto de não saber mais o que eu realmente gosto de fazer, o que eu realmente quero nesta vida. Acho que é a hora de voltar a arriscar um pouco e encontrar meu caminho.

Por fim, eu queria deixar uma reflexão do Flávio Siqueira que eu acho que é apropriada:

"Até que ponto você tem construido seu caminho sob a sombra do medo?"
"Até que ponto você age ao invés de reagir?"

terça-feira, 30 de outubro de 2012

De Graça

Lembrete para mim mesmo:

Se algo chegou de graça a você, agradeça. Porque, para que seja de graça para você, significa que "alguém" teve que abrir mão de algo para isso.

Mais de um ano sem postar aqui. Gostaria de voltar a escrever. Quem sabe não consigo encontrar a inspiração para tal?

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Sonho e Vida

O que é a vida sem sonho?
Todos que vivem sonham?

Só quem vive sonha
Mas só vive quem sonha?
Em outras palavras,
Só quem sonha vive?

Enfim,
Seria sonhar sinônimo de viver?

domingo, 26 de dezembro de 2010

Minha Flor

Minha flor é a flor das flores
É a mais bela do jardim do éden
É a rainha dos campos elísios
É a mais cheirosa de todos os paraísos

Minha flor é meu amor, minha vida
É única e insubstituível
É o remédio que cura minhas feridas
É tesouro que guardo com estima no coração

Perdê-la seria uma dor terrível
Seria trevas, seria escuridão
Seria tristeza e solidão

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Refúgio

Neste mundo, onde pessoas vagam sem rumo, procurei um refúgio
Encontrei-o ao perambular pela beira da estrada
Em um mato fechado, uma cabana de madeira isolada
Um lugar aonde só eu conseguia chegar
Me senti seguro e depositei meu coração, meus sonhos e minha esperança

O que aconteceu depois?
Eu não sei...
Continuo vivendo e esperando para ver

domingo, 7 de março de 2010

Histórias do Subconsciente - O Pai e o Filho

Acabei de acordar. Ainda estou com sono e vou dormir de novo, eu acho. Mas estou aqui pra postar essa história porque tive um sonho, daqueles perturbadores, com o tipo de história que só o subconsciente da gente consegue criar. A história segue abaixo.

Era uma família que vivia uma vida muito boa e tranquila. Tinha o pai, o qual tinha um bom emprego e, nos tempos livres, trabalhava no orfanato que fundou. A mulher era uma dona de casa primorosa, esposa e mãe carinhosa. E o filho era um moleque comum, mas muito inteligente e feliz. Cresceu junto com os garotos do orfanato, que eram como irmãos para dele.

Porém, com o passar do tempo, o menino começa a perceber certas coisas. De vez em quando, ele sofre alguns lampejos nos quais ele consegue ver os pensamentos do próprio pai. O pai percebe que o filho está cada vez mais entrando em sua mente e começa a revelar seu lado vil e perverso. Ele mata a própria esposa e começa a matar as crianças do orfanato uma a uma, na frente do garoto, mostrando uma personalidade infantil e sombria, que não consegue admitir uma "derrota".

Chegando finalmente ao banheiro e prestes a matar o próprio filho, o pai olha nos olhos da criança. E então a criança o fala a verdade que os dois sabiam de certa forma, mas que nenhum dos dois queria admitir.

O filho, a esposa, o orfanato, toda aquela realidade não passava de uma fantasia criada pelo pai em resposta a uma culpa muito grande que ele sentia devido à morte de uma criança em uma circunstância que não ficou clara no sonho.

O pai, percebendo o que acaba de ouvir, tem um surto de insanidade no qual começa a gargalhar como louco. E chorando, ele abraça o filho, aceitando finalmente sua própria culpa.

Tudo se fecha na escuridão.

O menino acorda numa cama, ao lado de uma mulher meio idosa. Tinha adormecido enquanto via televisão. Ele levanta e chama sua avó e seu avô para saírem. Pega a bicicleta e vão para um parque. Ao sentarem na grama para descansarem, o menino pede para que contem sobre pai. O pai tinha morrido logo quando ele nasceu. Suicidou-se.

Aquela era uma outra realidade deixada pelo pai para o filho, como um último ato de redenção, na qual ele se mata enquanto é jovem para evitar que traga sofrimento a si mesmo e ao garoto, e permite que o menino viva uma vida verdadeiramente feliz, criado pelos avós.

O pai e o filho eram faces de uma mesma pessoa que trava uma batalha mental contra si mesma. Porém, ao criar uma segunda realidade, o pai consegue desassociar as duas imagens e dá uma nova oportunidade ao filho de ser feliz, se tornando pai e filho verdadeiramente.

O fato de o pai matar todos reflete sua imaturidade em relação à culpa que sente, demonstrando sua incapacidade de aceitar que a realidade não passa de fantasia. Ele se revolta e tenta destruir tudo, sem querer deixar espaço para que o filho diga a verdade que o machucaria e significaria sua "derrota".

Isso é irônico pois demonstra um filho mais maduro e inteligente que o pai na história. Um filho que se mostra mais racional enquanto o pai é guiado pelos seus sentimentos e medos. Fato que, de certa forma, me diz que a criança, na sua inocência, tem uma capacidade maior de encarar certas coisas que o adulto, cheio de medos e preconceitos, não consegue.

No sonho, eu me vejo no papel do pai em algumas horas e de filho em outras. Eu sou o filho no início do sonho, mas quando o pai mata todos e chega para matar o menino no banheiro, eu sou o pai que olha em seus olhos e escuta o que ele fala. Na segunda realidade, eu me vejo no papel de filho novamente.

Não é o primeiro sonho que eu tenho com esse nível de realidade e profundidade. De vez em quando acontece. Em uma das vezes, eu achei a história tão interessante que evitei escrevê-la aqui porque ainda pretendo fazê-lo algum dia de forma decente, para publicação. Mas ainda preciso desenvolvê-la melhor.

Não sei o que esses sonhos significam, acho que ía ser legal se um psicanalista pudesse me dizer. Só sei que quando os tenho acordo assustado devido à realidade e intensidade deles. É raro acontecer, mas vou procurar postar aqui os próximos que vierem, sempre que tiver um sonho desses.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Picasso não Pichava

"Picasso não Pichava" é o nome de um projeto social aqui de Brasília que tem como objetivo manter as crianças e os jovens ocupados com várias atividades e tirá-los das ruas. No projeto, tem oficinas de pintura, serigrafia, dança etc.
É um lance legal e tal. Mas o motivo de eu puxar esse assunto é outro.
Um dia eu tava andando em uma passagem no eixão e vi a seguinte pichação:
Picasso não pichava
Foda-se nois picha
Ou algo mais ou menos assim. Já faz bastante tempo também.
Enfim, não tem lição de moral nem conclusão nessa história. Só tava lembrando disso outro dia e decidi registrar aqui.