"É melhor ser belo do que ser feio."
Ultimamente tenho pensado sobre a beleza. Independente do que consideramos belo ou feio como cultura e sociedade, se você pudesse escolher entre ser considerado belo ou feio, o que você escolheria?
Naturalmente, é melhor ser bonito do que feio. Mas por quê? O que significa ser belo e o que isso implica? Qual seria a relação disso com a objetificação de pessoas?
Bom, primeiramente, as regras pelas quais definimos o que é bonito e o que é feio é uma disputa política. Não no sentido mais comum, de congressos e parlamentos, mas num sentido mais amplo. Há várias pessoas que literalmente se esforçam para serem consideradas bonitas (como atrizes, atores e modelos). E há pessoas que validam sua beleza (geralmente pessoas em relação de poder, como o responsáveis pelo casting de filmes e comerciais, e diretores). Essas pessoas, em conjunto, definem os padrões estéticos da sociedade.
Uma vez definidos esses padrões estéticos, outros buscarão se encaixar nesse mesmo padrão. Se na China, em algum período, foi definido que mulheres com pés pequenos eram atraentes, fez com que as mulheres (possivelmente coercitivamente) buscassem, até mesmo por técnicas torturantes, ter pés pequenos. Ou como as mulheres que utilizavam anéis ao redor do pescoço para ficar mais comprido.
Hoje em dia, há mulheres que se deixam objetificar em quase qualquer lugar da internet e do mundo. Mas o que justifica que essas mulheres, por vontade própria, postem fotos seminuas (ou nuas) que permitem a objetificação o próprio corpo?
Acho que, para procurar uma resposta, é interessante olhar para a dialética mestre-escravo de Hegel, presente na Fenomenologia do espírito, e fazer uma analogia. "A passagem descreve o desenvolvimento da autoconsciência como se fosse o resultado de um encontro entre dois seres distintos e também autoconscientes".
Uma pequena digressão:
O que não sou eu é o outro. O outro, que é diferente, que faz com que eu crie uma autoconsciência (Se o outro fosse igual a mim, só existiria o "eu"). Daí surge um embate, porque eu quero mais de mim mesmo no mundo, eu quero mais de mim mesmo inclusive no outro. Eu não gosto do que é diferente, porque o outro me diminui. A presença do outro faz com que haja menos de mim mesmo no mundo. Eu quero que o outro seja como eu. Mas, no momento em que o outro se submete e se torna como eu, a minha autoconsciência fracassa. E o outro, que se submete e se deixa dominar, também passa a ter poder sobre mim. O mestre, que não trabalha (e, muitas vezes, nem sabe realizar o trabalho), depende do escravo para lhe dar o sustento. A minha existência passa, então, a depender da existência do outro.
Logo, se eu projeto meus gostos e preferências estéticas sobre o outro (projetando o meu "eu" sobre ele) e ele corresponde a essa espectativa, ele não está apenas se submetendo, mas também obtendo poder sobre mim.
As mulheres que buscam a beleza por meio de posições objetificantes buscam, também, o poder sobre o olhar do outro que, muitas vezes, acaba se revertendo para outros tipos de poderes (simbólico, econômico, financeiro).
Outras questões surgem: se os padrões estéticos não fossem os atuais, quais seriam? E, caso fossem realmente diferentes, o que mudaria?
Bom, os padrões estéticos são definidos em uma disputa política de poder. Logo, posições de poder geralmente possuem prerrogativa e possibilidade de definir o que é belo culturamente e em uma sociedade. Se as posições de poder se alternassem e, por exemplo, mais mulheres as ocupassem, a opressão e objetificação do corpo feminino acabaria? Muito possivelmente diminuísse, mas não acabaria. Porque a beleza não só é definida pelos que tem poder. A própria beleza é poder. Logo, qualquer que fosse o padrão estético, as pessoas continuariam buscando-o, mesmo que fossem objetificadas no processo.
Não há como abolir padrões estéticos visto que o ser humano, por natureza, categoriza e separa as coisas (entre belo e feio, forte fraco, bom e mau, etc). E, como beleza é um valor puramente visual, muitas vezes desconectado de qualquer outro valor, a busca pela beleza continuaria objetificante. Mas, ainda assim, seria melhor ser belo do que ser feio.
Os "feios" sempre continuarão relegados à rejeição social. Contudo, claro, podemos, como sociedade, dar mais importância a outros valores que não simplesmente o capital estético das pessoas. Só me parece improvável porque assim como julgamos a estética das coisas (ambientes, decorações, roupas e até video-games. Hoje em dia tudo tem design envolvido), julgamos a estética das pessoas. Nós não conseguiríamos ter um olhar que julga a beleza dos objetos e do mundo que nos cercam, mas que é cego para a beleza das pessoas e não as julga (e nem as objetifica).
sexta-feira, 17 de julho de 2020
sábado, 25 de abril de 2020
Ressignificando a morte e a vida
A morte de um ente querido faz com que a gente reavalie muita coisa em nossas vidas. Sim, é clichê, mas eu explico.
Minha mãe morreu há dois dias. Antes dela, eu nunca tive que lidar com a morte de ninguém próximo. Depois da morte dela, a impressão que me passou, é que eu estava vivendo uma versão light da realidade. Uma vida de confortos nas quais minhas preocupações eram pequenas. A impressão é de que a vida dos nossos antepassados, que tinham que lidar de maneira mais próxima com doenças e mortes era bem mais "real". Hoje parece que muitos vivemos alienados das dificuldades da vida.
Mas a questão da morte da minha mãe me foi particularmente dolorosa em dois sentidos. Primeiro, por melhor ou pior que tenham sido as coisas, a gente sempre imagina como seriam se a gente tivesse feito as coisas de um jeito diferente. Nos últimos tempos, eu passei bastante tempo com minha mãe e eu tentei dar o máximo de atenção possível pra ela. Isso deixa a minha consciência mais tranquila, mas ainda assim me sinto culpado porque fica a impressão de que eu poderia ter feito mais, de que eu poderia ter feito melhor.
A segunda coisa muito dolorosa é que é muito triste você imaginar que a pessoa não vai mais estar lá. Você queria fazer coisas com ela e você queria que algumas coisas melhorassem, e você não teve oportunidade para isso. Eu queria que minha mãe tivesse melhorado de uma condição médica que ela tinha antes de falecer. Eu queria que minha mãe conhecesse os futuros netos dela. E eu queria que minha mãe me visse sendo bem sucedido. Que ela visse que todo o esforço que ela empenhou para me criar e me educar tinham valido à pena. Isso não vai mais ser possível.
Minha tia me falou ao telefone que a gente sempre quer que a pessoa continue viva, muitas vezes, independente da pessoa estar sofrendo ou não. É verdade. A gente tem um sentimento egoísta. A gente não quer viver sem as pessoas que a gente ama. Eu acredito que minhã mãe ainda queria continuar viva. Acredito que ela ainda queria viver, apesar de haver coisas na vida dela que a causavam sofrimento. E, apesar de eu saber que talvez tenha sido melhor pra ela que não tenha mais que sofrer, nem se preocupar com nada, isso não deixa de ser doloroso. Eu só queria que ela estivesse viva mesmo.
Por fim, na vida, eu já tomei várias decisões que não foram as melhores. Acho que se tivesse tomado algumas dessas decisões "melhores", eu teria mais dinheiro e estaria melhor de vida no momento. Mas várias decisões que tomei na vida e das quais não me arrependo foram passar tempo com as pessoas que eu gosto e me dedicar a elas. Percebo isso muito forte agora, com a morte da minha mãe, que isso foi a única coisa que importou de verdade. A única coisa que continua importando. E reforçou em mim esse sentimento de que estou tomando as decisões corretas na minha vida quando valorizo as pessoas que eu amo e o tempo que passo com elas. Acho que é dessa forma que a morte pode ressignificar a vida, nos mostrando o que realmente importa e aquilo que devemos valorizar de verdade.
Minha mãe morreu há dois dias. Antes dela, eu nunca tive que lidar com a morte de ninguém próximo. Depois da morte dela, a impressão que me passou, é que eu estava vivendo uma versão light da realidade. Uma vida de confortos nas quais minhas preocupações eram pequenas. A impressão é de que a vida dos nossos antepassados, que tinham que lidar de maneira mais próxima com doenças e mortes era bem mais "real". Hoje parece que muitos vivemos alienados das dificuldades da vida.
Mas a questão da morte da minha mãe me foi particularmente dolorosa em dois sentidos. Primeiro, por melhor ou pior que tenham sido as coisas, a gente sempre imagina como seriam se a gente tivesse feito as coisas de um jeito diferente. Nos últimos tempos, eu passei bastante tempo com minha mãe e eu tentei dar o máximo de atenção possível pra ela. Isso deixa a minha consciência mais tranquila, mas ainda assim me sinto culpado porque fica a impressão de que eu poderia ter feito mais, de que eu poderia ter feito melhor.
A segunda coisa muito dolorosa é que é muito triste você imaginar que a pessoa não vai mais estar lá. Você queria fazer coisas com ela e você queria que algumas coisas melhorassem, e você não teve oportunidade para isso. Eu queria que minha mãe tivesse melhorado de uma condição médica que ela tinha antes de falecer. Eu queria que minha mãe conhecesse os futuros netos dela. E eu queria que minha mãe me visse sendo bem sucedido. Que ela visse que todo o esforço que ela empenhou para me criar e me educar tinham valido à pena. Isso não vai mais ser possível.
Minha tia me falou ao telefone que a gente sempre quer que a pessoa continue viva, muitas vezes, independente da pessoa estar sofrendo ou não. É verdade. A gente tem um sentimento egoísta. A gente não quer viver sem as pessoas que a gente ama. Eu acredito que minhã mãe ainda queria continuar viva. Acredito que ela ainda queria viver, apesar de haver coisas na vida dela que a causavam sofrimento. E, apesar de eu saber que talvez tenha sido melhor pra ela que não tenha mais que sofrer, nem se preocupar com nada, isso não deixa de ser doloroso. Eu só queria que ela estivesse viva mesmo.
Por fim, na vida, eu já tomei várias decisões que não foram as melhores. Acho que se tivesse tomado algumas dessas decisões "melhores", eu teria mais dinheiro e estaria melhor de vida no momento. Mas várias decisões que tomei na vida e das quais não me arrependo foram passar tempo com as pessoas que eu gosto e me dedicar a elas. Percebo isso muito forte agora, com a morte da minha mãe, que isso foi a única coisa que importou de verdade. A única coisa que continua importando. E reforçou em mim esse sentimento de que estou tomando as decisões corretas na minha vida quando valorizo as pessoas que eu amo e o tempo que passo com elas. Acho que é dessa forma que a morte pode ressignificar a vida, nos mostrando o que realmente importa e aquilo que devemos valorizar de verdade.
quinta-feira, 23 de abril de 2020
Hoje eu descobri que é mais difícil fazer suco de melancia com lágrimas nos olhos
Hoje minha mãe faleceu.
sexta-feira, 13 de julho de 2018
Masquerade
É a máscara que expõe minhas contradições
Cauteloso, hesitante, conturbado,
Prossigo a passos lentos
Mentira
Me jogo
Me jogo para tentar sentir algo diferente
Me jogo para tentar me sentir vivo
Mas, no fundo, é tudo igual
No fundo, como na caixa de pandora, encontro apenas uma coisa
Cauteloso, hesitante, conturbado,
Prossigo a passos lentos
Mentira
Me jogo
Me jogo para tentar sentir algo diferente
Me jogo para tentar me sentir vivo
Mas, no fundo, é tudo igual
No fundo, como na caixa de pandora, encontro apenas uma coisa
Marcadores:
versos
quinta-feira, 24 de maio de 2018
31 anos
"Tenho medo do futuro
Tenho medo dos meus pais não viverem o bastante para verem meus filhos
Tenho medo que meus show será um fracasso
Tenho medo que minha namorada não fique grávida no exato momento que queremos
Tenho medo que eu nunca vou atingir meu potencial verdadeiro
Tenho medo que ela ainda ame aquele cara"
Não fui eu quem escreveu o bilhete e a letra não é minha, é de uma pessoa famosa. Não representa exatamente o que eu penso ou sinto no momento mas, quando foi postado no Instagram, muitos disseram que estava depressivo ou que era suicida.
Semana passada fiz 31 anos. Procurei comemorar cada dia pelo menos um pouco, do meu jeito, por uma semana. Minha vida não é perfeita, nem do jeito que eu gostaria exatamente. E também tenho medo de coisas no futuro. Ainda assim, tá tudo bem, porque a vida é assim.
Quando a gente posta qualquer tipo de coisa, coisas boas ou ruins, pessoas julgam, sentem vergonha alheia, inveja, o que seja. Sempre há quem julgue. Pra quem é famoso, como o autor do bilhete, deve ser ainda pior. Porque pessoas famosas, teoricamente, tem vidas boas e maravilhosas. Porém, mesmo elas tem problemas e inseguranças. Todo mundo tem.
Não tô aqui pra dar lição de moral ou dizer que as pessoas são hipócritas. E não quero criticar o ambiente das redes sociais, porque isso já é clichê. Só queria dizer que, assim como há pessoas que julgam, se você tá mal ou com algum problema, sempre tem pessoas para escutar e ajudar. E, de vez em quando, a gente precisa sim ouvir coisas boas, um apoio moral ou ser ajudado. Então, sei lá, só queria deixar uma mensagem positiva aqui. Aproveite a vida, busque coisas boas, seja feliz.
Por fim, fiquei sabendo por acaso de um PM chamado Rayrisson, foi atacado e ficou cadeirante, e resolvi ajudar. Não conheço ele pessoalmente, mas o link da vakinha dele é:
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/adaptando-se-a-uma-nova-vida
Se não puder ou não quiser ajudar ele, tem outras pessoas que precisam da sua ajuda também e acho que não custa muito fazer algo assim pelo menos de vez em quando.
Tenho medo dos meus pais não viverem o bastante para verem meus filhos
Tenho medo que meus show será um fracasso
Tenho medo que minha namorada não fique grávida no exato momento que queremos
Tenho medo que eu nunca vou atingir meu potencial verdadeiro
Tenho medo que ela ainda ame aquele cara"
Não fui eu quem escreveu o bilhete e a letra não é minha, é de uma pessoa famosa. Não representa exatamente o que eu penso ou sinto no momento mas, quando foi postado no Instagram, muitos disseram que estava depressivo ou que era suicida.
Semana passada fiz 31 anos. Procurei comemorar cada dia pelo menos um pouco, do meu jeito, por uma semana. Minha vida não é perfeita, nem do jeito que eu gostaria exatamente. E também tenho medo de coisas no futuro. Ainda assim, tá tudo bem, porque a vida é assim.
Quando a gente posta qualquer tipo de coisa, coisas boas ou ruins, pessoas julgam, sentem vergonha alheia, inveja, o que seja. Sempre há quem julgue. Pra quem é famoso, como o autor do bilhete, deve ser ainda pior. Porque pessoas famosas, teoricamente, tem vidas boas e maravilhosas. Porém, mesmo elas tem problemas e inseguranças. Todo mundo tem.
Não tô aqui pra dar lição de moral ou dizer que as pessoas são hipócritas. E não quero criticar o ambiente das redes sociais, porque isso já é clichê. Só queria dizer que, assim como há pessoas que julgam, se você tá mal ou com algum problema, sempre tem pessoas para escutar e ajudar. E, de vez em quando, a gente precisa sim ouvir coisas boas, um apoio moral ou ser ajudado. Então, sei lá, só queria deixar uma mensagem positiva aqui. Aproveite a vida, busque coisas boas, seja feliz.
Por fim, fiquei sabendo por acaso de um PM chamado Rayrisson, foi atacado e ficou cadeirante, e resolvi ajudar. Não conheço ele pessoalmente, mas o link da vakinha dele é:
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/adaptando-se-a-uma-nova-vida
Se não puder ou não quiser ajudar ele, tem outras pessoas que precisam da sua ajuda também e acho que não custa muito fazer algo assim pelo menos de vez em quando.
domingo, 11 de março de 2018
Meditação e aceitação
Há algum tempo eu era obcecado com a ideia de aceitação. E, de certa forma, é o que todo mundo diz.
"Aceite mais o seu corpo."
"Não dá pra mudar o passado, resta aceitar."
"O que não se controla, aceita-se."
"As pessoas são imperfeitas, tem defeitos. As pessoas erram. Cabe a nós aceitá-las como são."
Acho que eu realmente acreditava nesse tipo de coisa. Mas, sabe, aceitação é como aquele remédio ruim que você toma. Você toma porque acredita que ele vai te fazer melhor, mas a experiência não é agradável e deixa um gosto amargo na boca.
Ultimamente tenho criado o hábito de meditar. Tenho meditado todos os dias ou quase. E tem sido muito interessante. Meditar não significa não pensar em nada. Meditar não significa controlar seus pensamentos. Pensamentos vêm e vão e, na maioria das vezes, sem o nosso controle. Meditar te ensina a deixar os pensamentos fluírem de uma forma mais livre. Te ensina a não necessariamente ter uma resposta emocional quando os pensamentos vem, nem positiva e nem negativa. Te ensina a dissociar pensamento de sentimento e criar mais equilíbrio. Te ensina a julgar menos aquilo que vem à cabeça.
Voltando à questão da aceitação. O fato de aceitar nos coloca em uma posição julgadora.
"Eu julguei a situação passada como ruim. Estou tentando aceitá-la."
Aceitar o que é bom é fácil, é automático. Quando se fala em aceitar, refere-se às coisas ruins. E, por mais que se aceite, o gosto amargo no fundo da boca permanece. E, nisso, a meditação pode ajudar. A meditação ajuda a te tirar dessa posição julgadora, de ficar avaliando coisas como boas ou ruins. E isso te liberta.
Por fim, quando julgamos algo, nos colocamos na posição de juiz. Julgando alguma coisa como ruim e dizendo "eu aceito isso", nos colocamos acima do mundo. Nos colocamos como centro do universo. Colocamos nosso valores como superiores. Alimentamos nosso ego. Alimentamos nosso viés e nossos preconceitos.
"Aceite mais o seu corpo."
"Não dá pra mudar o passado, resta aceitar."
"O que não se controla, aceita-se."
"As pessoas são imperfeitas, tem defeitos. As pessoas erram. Cabe a nós aceitá-las como são."
Acho que eu realmente acreditava nesse tipo de coisa. Mas, sabe, aceitação é como aquele remédio ruim que você toma. Você toma porque acredita que ele vai te fazer melhor, mas a experiência não é agradável e deixa um gosto amargo na boca.
Ultimamente tenho criado o hábito de meditar. Tenho meditado todos os dias ou quase. E tem sido muito interessante. Meditar não significa não pensar em nada. Meditar não significa controlar seus pensamentos. Pensamentos vêm e vão e, na maioria das vezes, sem o nosso controle. Meditar te ensina a deixar os pensamentos fluírem de uma forma mais livre. Te ensina a não necessariamente ter uma resposta emocional quando os pensamentos vem, nem positiva e nem negativa. Te ensina a dissociar pensamento de sentimento e criar mais equilíbrio. Te ensina a julgar menos aquilo que vem à cabeça.
Voltando à questão da aceitação. O fato de aceitar nos coloca em uma posição julgadora.
"Eu julguei a situação passada como ruim. Estou tentando aceitá-la."
Aceitar o que é bom é fácil, é automático. Quando se fala em aceitar, refere-se às coisas ruins. E, por mais que se aceite, o gosto amargo no fundo da boca permanece. E, nisso, a meditação pode ajudar. A meditação ajuda a te tirar dessa posição julgadora, de ficar avaliando coisas como boas ou ruins. E isso te liberta.
Por fim, quando julgamos algo, nos colocamos na posição de juiz. Julgando alguma coisa como ruim e dizendo "eu aceito isso", nos colocamos acima do mundo. Nos colocamos como centro do universo. Colocamos nosso valores como superiores. Alimentamos nosso ego. Alimentamos nosso viés e nossos preconceitos.
Marcadores:
idéias,
meditação,
pessoas,
sentimentos
sábado, 10 de março de 2018
O problema da paixão
Paixão... Paixão é aquilo que foge do racional. Paixão é aquilo que acontece quando nossos olhos brilham por alguém. É quando vemos o extraordinário no ordinário. É quando o coração bate mais rápido e mais forte. É quando enxergamos beleza naquilo que é comum.
Mas tem uma coisa engraçada sobre a paixão. Muita gente já deve ter passado por uma situação dessas... Sabe quando você conhece alguém e você pensa: "Nossa, essa pessoa super combina comigo, a gente daria super certo juntos. Ela é uma companhia agradável e gosto dela, mas acontece que não me apaixonei por ela"? Ou, às vezes, você conhece uma pessoa que não tem nada a ver contigo e, mesmo assim, você se apaixona por essa pessoa, sabendo que dará errado.
A paixão parece algo quase mágico. Coisa que viola o nosso livre-arbítrio de escolher por quem a gente deveria ou quer se apaixonar e com quem se relacionar. É uma coisa meio impositiva que recai sobre a gente. A razão manda uma coisa, a paixão quer outra.
Mas, afinal de contas, o que faz despertar nossa paixão? Até que ponto temos o poder e o direito de escolher por quem nos apaixonamos?
Mas tem uma coisa engraçada sobre a paixão. Muita gente já deve ter passado por uma situação dessas... Sabe quando você conhece alguém e você pensa: "Nossa, essa pessoa super combina comigo, a gente daria super certo juntos. Ela é uma companhia agradável e gosto dela, mas acontece que não me apaixonei por ela"? Ou, às vezes, você conhece uma pessoa que não tem nada a ver contigo e, mesmo assim, você se apaixona por essa pessoa, sabendo que dará errado.
A paixão parece algo quase mágico. Coisa que viola o nosso livre-arbítrio de escolher por quem a gente deveria ou quer se apaixonar e com quem se relacionar. É uma coisa meio impositiva que recai sobre a gente. A razão manda uma coisa, a paixão quer outra.
Mas, afinal de contas, o que faz despertar nossa paixão? Até que ponto temos o poder e o direito de escolher por quem nos apaixonamos?
Marcadores:
idéias,
pessoas,
sentimentos
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Window in my heart
There is a window in my heart
That I could not close
And too big to be ignored
The name of this window is happiness
Most people just enter straight through this window
And they never close it or make it smaller
They make it bigger so they can pass
So they can fit
Then, my heart gets full of joy
I rejoice due the people that come and stay
My heart gets bigger and brighter
And the spaces and hollows get filled and smaller
If I could tell you something right now...
Don't close the windows of your heart
That I could not close
And too big to be ignored
The name of this window is happiness
Most people just enter straight through this window
And they never close it or make it smaller
They make it bigger so they can pass
So they can fit
Then, my heart gets full of joy
I rejoice due the people that come and stay
My heart gets bigger and brighter
And the spaces and hollows get filled and smaller
If I could tell you something right now...
Don't close the windows of your heart
Marcadores:
versos
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
ἐνέργεια
ἐνέργεια
Sinto o ar que adentra meus pulmões
Sinto o sopro de vida em minha nuca
Estou conectado comigo mesmo e com o mundo
Sou mais forte que Atlas, mais rápido que Hermes
As Moiras não me controlam
Tânato não me amedronta
Não há vales sombrios
Apenas planícies ensolaradas
E pelo menos por hoje
Pelo menos agora
Vamos saborear este momento
Se o amanhã é triste, fúnebre e tenebroso
Que seja
Sinto o ar que adentra meus pulmões
Sinto o sopro de vida em minha nuca
Estou conectado comigo mesmo e com o mundo
Sou mais forte que Atlas, mais rápido que Hermes
As Moiras não me controlam
Tânato não me amedronta
Não há vales sombrios
Apenas planícies ensolaradas
E pelo menos por hoje
Pelo menos agora
Vamos saborear este momento
Se o amanhã é triste, fúnebre e tenebroso
Que seja
Marcadores:
versos
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Metas pessoais para 2018
- Continuar tentando ser uma pessoa melhor
- Continuar tentando ser menos burro
- Continuar cultivando meus próprios valores
- Voltar a ter uma visão mais simples da vida
- Cultivar sentimentos positivos
- Praticar aceitação, desapego, compaixão e selflessness
- Ser mais disciplinado
- Ter mais humildade
- Continuar tentando ser menos burro
- Continuar cultivando meus próprios valores
- Voltar a ter uma visão mais simples da vida
- Cultivar sentimentos positivos
- Praticar aceitação, desapego, compaixão e selflessness
- Ser mais disciplinado
- Ter mais humildade
Marcadores:
eu
Assinar:
Postagens (Atom)

